Normalização de trabalhos acadêmicos


06/05/2017


 

Prezado leitor: por motivo de força maior, continuaremos nosso trabalho neste endereço: http://revisaotrabacademicos.blogspot.com.br/

 

Escrito por João Bosco às 12h16
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27/04/2017


 

46.000 VISUALIZAÇÕES!

 

ESTAMOS COMEMORANDO A 46.000.ª VISITA A ESTE BLOG!

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

 

 

Escrito por João Bosco às 18h09
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21/04/2017


UMA DÚVIDA RECORRENTE

Diante da prática usual de elaboração de trabalhos acadêmicos, é lícito apresentar citações na introdução de uma dissertação?

 

Esta questão já foi respondida neste blog várias vezes.  Recorro-me a uma das respostas  (do dia 29/09/2006), em que nossa colega Luciana Miotto, de Catanduva, SP, esclarece:

 

“Eu, particularmente, não vejo problemas em citações existentes na introdução de um trabalho, mas considero que a revisão da literatura seja realmente algo à parte. A introdução deve conter, além da apresentação do tema, a apresentação dos autores principais que formam a base teórica do trabalho; em alguns cursos já vi até a inclusão de explicações sobre o conteúdo de certas disciplinas cursadas durante o mestrado e/ou doutorado e que foram importantes para a construção da reflexão proposta pelo pesquisador. Relatos sobre a experiência pessoal e prática vivenciada por pesquisadores também já vi. É claro que uma introdução, a rigor, não deva ser confundida com a revisão da literatura específica. Mas é preciso evitar as amarras (ou "camisas-de-força"): as citações, quando necessárias, devem ser feitas também em uma introdução, desde que esta não se configure como simples apresentação do tema e das seções de um trabalho.”

 

Veja o link: http://normalizadores.zip.net/arch2006-09-24_2006-09-30.html.

Luciana Miotto é Doutora em Sociologia pela Unesp-Araraquara, Mestre em Sociologia pela Unicamp e professora da Fundação Padre Albino (Catanduva, SP).

 

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Escrito por João Bosco às 12h24
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08/04/2017


 

QUANDO AS PALAVRAS SÃO INSUFICIENTES


Muitas vezes utilizamos metáforas, parábolas e outras formas de alegoria para descrever situações incomuns, pois, em certos casos, as palavras, por si só, não são suficientes. Esse tipo de figura de linguagem foi o recurso mais comum empregado em quase todas as obras da literatura barroca diante da dificuldade de se transmitirem somente com palavras as inquietações da época...

 

Veja o texto na íntegra:

http://clspostopompeia.blogspot.com.br/2017/04/sus-nenhum-direito-menos.html

 

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Escrito por João Bosco às 09h52
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04/04/2017


A ABNT INFORMA:

 

 

 

CURSO DE CAPACITAÇÃO

TRABALHOS ACADÊMICOS

 

Local: São Paulo - Dias 6 e 7 de abril próximos

 

Maiores informações: cursos@abnt.org.br

 

 

Escrito por João Bosco às 13h21
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28/03/2017


 

DIRIMINDO UMA DÚVIDA

 

Como devem ser referenciadas as entrevistas citadas num trabalho acadêmico?

 

Segundo Júnia Lessa França e Ana Cristina de Vasconcellos (Manual para normalização de publicações técnico-científicas, 8. ed., Belo Horizonte: Editora UFMG, 2009, p. 183-184), nas entrevistas individuais a entrada é feita pelo nome da pessoa entrevistada.

 

Já nos casos em que várias pessoas são entrevistadas ao mesmo tempo, a referência deve ter a entrada pelo nome do entrevistador.

 

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Escrito por João Bosco às 16h16
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09/03/2017


CRÔNICA DE HOJE

 

MANOEL-BICICLETA

João Bosco Miquelão

 

O termo bullying ainda não havia chegado a estas bandas, e incomodar psicologicamente uma pessoa não era considerado um ato politicamente incorreto.

 Ele era conhecido como Manoel-Bicicleta e fez parte de meus tempos de criança de uma forma que não me deixa saudades, pois muitas vezes me constrangeu a ponto de provocar lágrimas de raiva e de vergonha. Com sua barba por fazer e voz grave, era portador de disartria – fala arrastada. O homem não podia me ver, estivesse eu sozinho ou em companhia de colegas - meu torturador não tinha complacência e iniciava sua costumeira zombaria:

            - Mas a mamãe mandou buscar é couve!

Quantas vezes perdi a coragem de me reunir com amigos, não participei das “peladas” de futebol e até tive que alterar o caminho rumo à igreja pelo fato de ter visto antes o nosso vizinho torturador. Manoel-Bicicleta parecia estar sempre à minha espreita e pronto para repetir a mesma frase, em voz alta, chamando a atenção de todos:

Mas a mamãe mandou buscar é couve!

Minha reação era sempre a do animal diante do caçador: fugia ou me escondia antes que ele me visse.

Tudo começou quando eu ainda era bem novo, talvez com três ou quatro anos. Minha mãe comprava verduras da esposa de Manoel e, não podendo ir ela mesma buscar a encomenda naquele dia, couve fresca, incumbiu-me de fazê-lo.

Ao contrário de Manoel-Bibicleta, sua esposa era meiga e tinha um grande carinho por mim, talvez por eu ser franzino, miúdo, aparentando ser bem mais novinho.

Ela me explicou que não havia mais couve, mas eu poderia levar outro tipo de verdura, dentre as muitas de sua horta. Não concordei, pois, afinal, estava ali para cumprir uma ordem expressa de minha mãe, que era autoritária e severa:

- Mas a mamãe mandou buscar é couve!

Muito paciente, ela novamente me explicou que a couve havia acabado, mas havia outras opções. Bati o pé e insisti:

- Mas a mamãe mandou buscar é couve!

 Seu marido, que ouvia toda a conversa, não perdeu a oportunidade. Riu muito e, com sua voz arrastada, começou a repetir:

- Mas a mamãe mandou buscar é couve! Mas a mamãe mandou buscar é couve!

Hoje sei que o deboche é um comportamento passivo-agressivo, dissimulado, pois, num tom de brincadeira, deixa a vítima confusa, insinuando uma gozação inocente.

 Por minha falta de sorte, outra oportunidade de gozação surgiria algum tempo depois.

 Não sei a época precisamente, mas acho que estávamos no final da década de 1940, tempos em que os juízes de paz eram eleitos por voto direto, universal e secreto, juntamente com vereadores e prefeitos.

Um dos candidatos a prefeito era o pároco local. Naquela época o ocupante de tal cargo eclesiástico era chamado de vigário. Era um padre politiqueiro, e diziam que andava até armado. Ele era amigo de nossa família e convidou meu pai para ser candidato a juiz de paz.

O padre instalou um alto-falante em uma das janelas da casa paroquial, e desse palanque ele enviava mensagens às pessoas que frequentavam a pracinha. Pedia votos para ele e seus companheiros de chapa, fazia oposição à administração local e muitas promessas para melhorar a situação dos moradores mais pobres.

Certo dia eu dei azar de estar nas proximidades da casa paroquial e o padre-candidato me viu da janela quando fazia seus pronunciamentos políticos. Ele fez sinal para que eu entrasse. Obedeci.

Ele me entregou o microfone, tapou-o com uma mão e cochichou:

- Seu pai é candidato a juiz de paz. Peça votos para ele.

Talvez temendo castigo do céu, pois, afinal, quem me fazia o pedido era um sacerdote, deixei a timidez de lado, tomei o microfone e, para minha desgraça, anunciei:

- Meu pai é candidato a juiz de paz! Votem nele!

Jamais podia imaginar que Manoel-Bicicleta, que estava nas imediações, acabava de ganhar mais munição para me tirar o sossego com suas gozações, pois, a partir desse dia era comum eu ouvir, como um eco satânico, aquela voz arrastada:

- Meu pai é candidato a juiz de paz! Votem nele!

Para piorar, meu pai perdeu a eleição. 

 


Escrito por João Bosco às 17h37
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08/03/2017


AULA DE PORTUGUÊS DE HOJE

 

Verbo haver

Maria Tereza de Q. Piacentini*

 

 

-- Como fica o verbo haver quando tem o sentido de conseguir, obter, alcançar, adquirir?  

 

Para melhor responder à questão, vejamos toda a sintaxe do verbo haver, tanto no seu uso pessoal quanto impessoal.

 

I - Como verbo PESSOAL, pode empregar-se em todas as pessoas, fazendo a devida concordância com seu sujeito. Ocorre nos seguintes casos:

 

1. Como auxiliar de outro verbo, o qual vai dar o sentido à frase e por isso é chamado de principal:

 

          Vamos nos mudar deste bairro caso ele haja encontrado casa em outro.

 

          O convite havia sido feito para que se discutisse a ética nas relações profissionais.

 

          Falou como se eu não houvesse admitido que não conseguimos deixar de ser seres morais!

 

O verbo haver neste caso comuta com o auxiliar ter, que é mais popular:

 

          Vamos nos mudar caso ele tenha encontrado casa em outro bairro.

 

          O convite tinha sido feito...                                                                                           

 

 

          Falou como se eu não tivesse admitido...

 

2. Na forma pronominal – HAVER-SE – como o sentido de portar-se, conduzir-se, proceder, acompanhado obrigatoriamente de um sintagma adverbial de modo:

 

          O jogador se houve dignamente quando foi eliminado da Seleção.

 

          Houveram-se com acerto ao expulsar os invasores, uma vez que as terras eram produtivas.

 

          Eu me haverei bem diante dos convidados.

 

Aqui, não cai bem o tempo presente (“eu hei-me bem”) que o consulente apresenta.

 

3. Na forma pronominal, com o significado de ajustar contas:

 

          Ela vai se haver comigo  quando chegar em casa.

 

          Obrigou-o a aderir à greve. Depois, ele que se houvesse com o patrão.

 

4. Num uso mais raro e incomum atualmente, quando significa

 

a) ter, possuir:

 

          Pediam que o inimigo houvesse piedade deles.

 

          Haveis consciência do que estais a fazer?

 

b) obter, conseguir ou herdar:

 

          Queriam saber onde ele houvera o dinheiro.

 

          Houvemos as terras de nossos pais.

 

c) considerar, julgar, pensar, achar:

 

          Se houveres que é tempo perdido, desiste da empreitada.

 

          Os generais houveram todos os soldados por competentes.

 

5. Semelhante a esta última é a expressão haver por bem ( = julgar por bem), que tem o sentido de dignar-se a ou decidir-se a (alguma coisa) por achar melhor, por entender mais conveniente:

 

          Houve por bem libertar seus escravos antes que fosse obrigado por lei a fazê-lo.

 

          Tenham paciência que ele haverá por bem conceder-lhes o abono.

 

* Maria Tereza de Queiroz Piacentini é Diretora do Instituto Euclides da Cunha e autora dos livros 'Só Vírgula', 'Só Palavras Compostas' e 'Língua Brasil – Crase, pronomes & curiosidades' - www.linguabrasil.com.br

 

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Escrito por João Bosco às 12h31
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07/03/2017


ESTAMOS DE VOLTA!

 

Que todos sejam bem-vindos.

 Feliz ano de 2017 que, praticamente, segundo a tradição brasileira, começou ontem (primeira segunda-feira depois do Carnaval).

 

 

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Escrito por João Bosco às 15h16
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15/12/2016


AVISO

Em virtude das férias escolares, este blog entrará em recesso a partir de hoje.

Desejamos um FELIZ NATAL e um ANO NOVO alegre a todos os nossos leitores e colaboradores.

Voltaremos no início do ano letivo de 2017.

 

Contato: jbmiquelao@uol.com.br

 

 

Escrito por João Bosco às 10h38
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29/11/2016


DICA DE SEGURANÇA DE HOJE, SEGUNDO O TECMUNDO

 

 

Não realize transações financeiras quando estiver conectado a um hotspot (ponto de acesso à internet sem fio, em algum café, shopping, aeroporto, entre outros).


 

 

Se acessar a internet e realizar transações bancárias ou compras com cartão de crédito de sua casa já é um risco devido à vulnerabilidade normal da rede, graças aos riscos do acesso constante, imagine o perigo de fazer isso em uma conexão aberta! Não seja um alvo fácil para hackers.


Evite ao máximo acessar sua conta bancária ou realizar compras com seu cartão de crédito pelo seu computador quando estiver conectado a um hotspot, pois seus dados estão vulneráveis.


Prefira procurar um caixa eletrônico ou utilizar o acesso via telefone, caso seu banco o possua.


 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

 

 

Escrito por João Bosco às 12h04
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05/11/2016


LIVRO DE AUTORIA DO MODERADOR DESTE BLOG LANÇADO NO DIA 1º DE OUTUBRO DE 2016

 

 

O livro Plinia trunciflora e outras crônicas relata fatos curiosos, uma forma de ver a vida com humor.

 

Alguns crônicas já foram publicadas na internet, outras foram aproveitadas pela BHtrans no programa “Leitura para Todos”. A apresentação da obra é de autoria da professora Maria do Carmo de Oliveira M. dos Santos, doutora em Literatura de Língua Portuguesa. O prefácio foi escrito pelo médico, professor, psiquiatra e escritor Gregorio Baremblitt. Capa da designer Stela Luz. ISBN n.º 978-85-63749-57-4.

 

Referência: MIQUELÃO, João Bosco. Plinia trunciflrora e outras crônicas. Niterói: Alternativa, 2016.

 

Momento do lançamento na Livraria Ouvidor – Loja Savassi (a apresentadora da obra, Professora Maria do Carmo O. M. Santos, a designer Stela Luz e o autor):

 

 

O livro encontra-se à venda na Livraria Ouvidor – Loja Savassi – Rua Fernandes Tourinho, 253, Belo Horizonte (próximo à confluência de Av. Getúlio Vargas com Rua Alagoas).

 

 

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Escrito por João Bosco às 11h48
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28/10/2016


A ABNT INFORMA

 

 

 

 

PROJETO EM CONSULTA PÚBLICA


 

O Projeto de Revisão ABNT NBR 6022 - Informação e documentação - Artigo em publicação periódica técnica e/ou científica - Apresentação, referente ao ABNT/CB-014 Informação e Documentação, foi adicionado em 25/10/2016.


Encerramento: 2 de janeiro de 2017.

 

 

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Escrito por João Bosco às 11h02
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18/10/2016


CRÔNICA DE HOJE

Mensagem do além

João Bosco Miquelão*

 

 

O silêncio só era quebrado pelo ruído das teclas que ele pressionava ao digitar e o leve sussurrar do cooler de seu PC antigo.

Sozinho em casa, sem sono e sem vontade de ir para a cama, pensava no amigo que havia morrido há pouco tempo enquanto adivinhava nomes de frutas num joguinho do computador.

De repente um assobio agudo lhe pareceu ter saído bem próximo dele, a poucos centímetros de sua cadeira.Ele desviou o olhar do monitor, não viu nada estranho e voltou a concentrar–se no jogo.

– Bobagem minha. Não estou ouvindo nenhum assobio. Isto é imaginação – disse para si mesmo. E marcou a palavra pera.

Já se preparava para procurar outro nome de fruta escrito com a letra inicial erre quando novamente ouviu outro assobio.

Dessa vez mais forte, mais agudo.

Não havia mais qualquer dúvida: era mesmo um assobio, e dos fortes! Sentiu um leve arrepio nos braços, mas manteve-se firme e decidido a descobrir quem estava querendo assustá-lo. Só podia ser isso: uma brincadeira.

Todas as portas externas continuavam trancadas. Procurou nos quartos, olhou debaixo das camas, dentro dos armários e até no boxe do banheiro.

Nada! Ele estava mesmo sozinho em casa!

Naquela noite ainda ouviu mais duas vezes o assobio assustador.

Desistiu de procurar a origem daquelas notas agudas e foi deitar-se.

Passou a noite em claro.

Estava mal-humorado. Não conseguira nem tomar o café da manhã. Sua aparência era péssima – a de um homem cansado, a quem não faltavam olheiras.

Ficar sozinho em casa não fora uma boa experiência. Felizmente seus familiares chegariam naquela tarde.  

À noite a família estava toda reunida. Os filhos e a esposa, animados, conversavam alegremente. Faziam comentários sobre a viagem. Ele permanecia calado, pensativo. E isto não escapou à atenção de um dos filhos:

– Ei, pai, você está caladão!

– Caladão, mesmo – emendou a filha. Você não deve ter gostado do smartphone que lhe dei, pois não respondeu as mensagens que enviei. Ou, então, não gostou do modo que ele chama. Você pode mudar a configuração do toque... Que eu deixei com um assobio.

 

* Do livro Plinia trunciflora e outras crônicas. Niterói: Alternativa, 2016 (à venda na Livraria Ouvidor – Loja Savassi – Rua Fernandes Tourinho, 253 – Belo Horizonte, MG).

 

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br.

 

 

Escrito por João Bosco às 13h05
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05/10/2016


VAMOS POETIZAR?

 

 

 

Matamos tudo que amamos?

Maria do Carmo de Oliveira M. Santos*

 

 Matamos por medo

Matamos por incertezas,

Matamos por egoísmo,

Matamos por impurezas...

Matamos por querê-los,

Matamos por prendê-los,

Matamos por fazê-los

Nossos prisioneiros...

Matamos, sim, tudo... tudo que mais amamos.

 * Autora do livro Ávidos ácaros (Niterói: Alternativa, 2016). Este poema encontra-se à p. 48 da obra ora citada.

Escrito por João Bosco às 14h43
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