Normalização de trabalhos acadêmicos


27/08/2016


SOBRE NÓS

 

Este espaço tem como principal objetivo discutir a aplicação das normas da ABNT e prestar orientação às pessoas interessadas.


O grupo Normalizadores, que mantém este blog, é composto de ex-alunos de um curso ministrado pela ABNT em junho de 2004 na cidade de São Paulo.


Também fazem parte deste grupo outras pessoas convidadas, cujas atividades se relacionam com trabalhos acadêmicos, como é o caso da Professora Kátia Martins, de Belém, PA, e a Bibliotecária Emilce Maria Diniz, de Belo Horizonte, MG.


Eventualmente este blog atua como uma oficina de palavras, espaço em que se estudam questões atuais e curiosidades da língua portuguesa. Aqui também se discutem aspectos relacionados à arte de traduzir e assuntos sobre segurança na internet.


Devido ao sucesso obtido com a publicação de um microconto (crônica) no dia 29 de janeiro de 2010, publicaremos eventualmente esse tipo de produção literária, tanto as nossas crônicas como as de autoria de nossos colaboradores.


Para ler mensagens recentes, role a página.


Caso v. queira ver discussões antigas, procure-as nos links ao lado de acordo com os assuntos constantes do índice publicado no dia 1º de junho de 2012.

 

 

 

Moderador: João Bosco Miquelão (tradutor, revisor de textos acadêmicos e técnico em informática).

 

 

ESTE BLOG É VISTO EM MAIS DE 15 UNIVERSIDADES BRASILEIRAS. ELE TAMBÉM É LIDO NA ARGENTINA, ESTADOS UIDOS E FRANÇA. REGISTRA-SE A PRESENÇA DE SEGUIDORES EM UNIVERSIDADES DE PORTUGAL, ANGOLA, MOÇAMBIQUE E CABO VERDE.

 

 

Escrito por João Bosco às 12h01
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26/08/2016


NOSSA LÍNGUA DE CADA DIA

 

PORTUGUÊS FALADO EM PORTUGAL X PORTUGUÊS FALADO NO BRASIL


Tenho o hábito de ler diariamente o jornal lisboeta “Correio da Manhã”. No dia 11 de julho passado deparei-me com esta manchete que, muito provavelmente, está fora de alcance do entendimento da maioria de nossos patrícios:


“Violentos despistes matam dois motards”.

 

Em seguida, esta explicação em segundo plano:


“As duas vítimas dirigiam-se para casa quando se despistaram”.


Não resta a menor dúvida de que não existem somente diferenças ortográficas entre o nosso português e o falado em Portugal, o que, segundo estudiosos, não teria sido levado em conta ao se fazer a reforma ortográfica que entrou em vigor “para valer” a partir de janeiro deste ano.  


Em tempo: a referida manchete teve a intenção de informar que dois motociclistas morreram quando suas motocicletas saíram da pista.

 

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

Escrito por João Bosco às 12h35
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24/08/2016


AULA DE PORTUGUÊS DE HOJE

 

Em vez de e ao invés de - Quando ou quanto mais não seja - Personagem é um substantivo de dois gêneros?


Maria Tereza de Queiroz Piacentini*

 

 

Em vez de e ao invés de

 

Na teoria, temos o seguinte:


. em vez de significa em lugar de; dá ideia de substituição: ficar em casa em vez de ir à escola; beber cerveja em vez de refrigerante; usar 11 cadeiras em vez de 12;


. ao invés de significa ao contrário; indica situação oposta: ao invés de ajudar-me, seu gesto me prejudicou; subiu ao invés de descer; compareceu o pessoal da direita ao invés da esquerda.


Isso é o que dizem os livros e manuais de gramática. Na prática, porém, nem sempre essa distinção é clara, isso porque toda ideia de oposição implica uma coisa no lugar de outra, o que dá margem ao uso de “em vez de” – ou mesmo “no lugar de” – em qualquer situação. Vamos conferir:


Seu gesto me prejudicou em vez de me ajudar.


Em vez da direita, quem compareceu ao comício foi a esquerda.


Ela subiu a rampa em vez de descê-la.


O gramático Napoleão Mendes de Almeida (Dicionário de Questões Vernáculas, 1981:26) diz textualmente: “A primeira locução – em vez de – pode ser usada nos dois casos; a segunda, que se prende ao étimo inverse (inversamente), denota sempre contraste, oposição; não pode ser empregada como simples sinônima da primeira.” Daí se conclui que utilizar apenas (ou pelo menos em caso de dúvida) a expressão em vez de significa estar sempre certo.


E para quem sabe inglês, devo chamar a atenção de que a tradução de ambas as locuções é uma só: instead of, o que mostra mais uma vez o artificialismo da “diferença” entre elas. Portanto, chega de insistir o professor em rotular de erro o que não é.


Quando ou quanto mais não seja


Use a primeira, com d. Há duas opções corretas, com quando e com tanto (daí o cruzamento que leva a “quanto”): quando mais não seja e tanto mais não seja. Essa locução tem valor condicional ou concessivo. Vale aproximadamente por se não for (para) outra coisa, nem que seja (no passado: nem que fosse). Exemplos:


Convém protestar, quando mais não seja para provar que estamos vivos.


Embora sonolenta, pretende recitar todos os versos de cor, tanto mais não seja para agradar à tia, empertigada na primeira fila do teatro.


Gomes até recebera oferta para trabalhar com um primo riquíssimo que morava em Santos; disse que iria aceitá-la, tanto mais não fosse para provar aos parentes que tinha o seu valor.



Personagem é um substantivo de dois gêneros?


Sim. Já que se trata de substantivo de dois gêneros, podemos dizer um/o personagem ou uma/a personagem, indiferentemente, seja a referência a homem ou mulher.


* Maria Tereza de Queiroz Piacentini  é Diretora do Instituto Euclides da Cunha e autora dos livros 'Só Vírgula', 'Só Palavras Compostas' e 'Língua Brasil – Crase, pronomes & curiosidades' - www.linguabrasil.com.br.


 

Contato com este blogjbmiquelao@uol.com.br

 

 

Escrito por João Bosco às 15h46
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15/08/2016


ESSE PINGUIM TEM HISTÓRIA

 

O pinguim [hum...que saudade do trema!] que aparece acima não é uma ave comum. Trata-se de Tux, que virou mascote e logotipo do Linux, o sistema operacional “aberto” mais famoso do mundo.


O criador de Tux foi Larry Ewing, vencedor de um concurso para escolher a imagem ideal de um pinguim que representasse bem o Linux (gordinho, feliz e com cara de quem comeu muitos peixes!).


  Contato com este blog:  jbmiquelao@uol.com.br


Escrito por João Bosco às 09h16
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06/08/2016


LANÇAMENTO DE LIVRO DE POESIAS

O moderador deste blog teve o privilégio de participar do lançamento do livro de poesias Ávidos ácaros, ocorrido ontem, em Belo Horizonte, sob a responsabilidade da Editora Alternativa, de Niterói, RJ.

 


A professora Maria do Carmo de Oliveira M. dos Santos, autora da obra, é mestra em Literatura de Língua Portuguesa e doutora em Literatura Brasileira.


Em alguns dos cinquenta e dois poemas publicados nesse livro a poeta cria, propositadamente, figuras desconcertantes, levando o leitor a distanciar-se da narração às vezes real, às vezes imaginária, e a compreender seu sentido simbólico.


Alguns poemas nos trazem questões inquietantes, como o tempo, e a autora usa magistralmente o tempo como matéria-prima, conforme diz no poema “Infância”: “O tempo perturba / não sei se devo viajar nele”.


Como bem observa no prefácio da obra a professora Olga Valeska Soares Coelho, mestra e doutora em Estudos Literários:


O corpo das palavras tem espessura capaz de suportar os vestígios de pensamentos que deambulam, vagos, entre o espaço e o tempo de um mundo que não fixa sentidos fáceis e que exige uma postura ativa, devoradora e sábia, como os ácaros do poema ‘Ácaros sábios’ [...].

 

A concepção do desenho da capa, uma bela imagem moderna, ficou a cargo da designer Stela Luz. 

 

Resta dizer que o moderador deste blog não pode deixar de manifestar seu orgulho por ter sido escolhido para escrever uma das orelhas do livro.


Da esquerda para a direita: a professora Olga Valeska Soares

Coelho, o moderador deste blog João Bosco Miquelão

e a poeta e autora do livro professora Maria do Carmo de Oliveira M. dos Santos:

 

 

 

Participantes durante o coquetel oferecido na ocasião:

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

 

 

Escrito por João Bosco às 12h44
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01/08/2016


TESE DE DOUTORADO PROVARIA QUE A CRISE DA PREVIDÊNCIA SOCIAL E DO SUS É FALSA

 

Em tese de doutorado, a economista Denise Lobato Gentil denuncia a farsa da crise da Previdência Social no Brasil, que seria forjada pelo governo, com apoio da imprensa – segundo o que informa o Instituto Humanitas Unisinos.

Uma gigantesca farsa contábil transformaria em déficit o superávit do sistema previdenciário. 

O superávit da Seguridade Social - que abrange a Saúde, a Assistência Social e a Previdência - seria significativamente maior.

Embora esse trabalho acadêmico não seja recente, permaneceriam os mesmos mecanismos de distorção denunciados naquela época (2006).

A metodologia de aferição adotada pelo governo não contemplaria o que estabelece a Constituição Federal.

Segundo a autora da tese, criou-se uma atmosfera de ameaça envolvendo a insolvência da previdência e da seguridade social. Diante dessa aparente gravidade dos dados, medidas urgentes deveriam ser tomadas, pois não se trataria apenas de assegurar, com uma reforma da previdência, o pagamento de benefícios pactuados, mas de reduzir a pressão sobre os recursos públicos, liberando fontes para investimentos públicos e outros gastos sociais.

Essas conclusões, entretanto, partiriam de métodos questionáveis de aferição do problema, pois a metodologia adotada pelo governo impede que se possa constatar que o sistema, ao contrário do que usualmente se divulga, gera um excedente de recursos de magnitude expressiva, que é desviado para o orçamento fiscal e alocado em despesas de várias naturezas, deixando de atender às demandas urgentes por serviços de saúde e assistência social, bem como para a melhoria do próprio sistema de previdência social.

A autora afirma textualmente:

 “Grande parte dos recursos é legalmente desvinculada pelo mecanismo da DRU e livremente empregada no orçamento fiscal, financiando vários tipos de despesas, inclusive juros e amortização da dívida pública. Outra parte destina-se, de forma ilegítima, ao pagamento de aposentadorias e pensões do regime próprio dos servidores públicos, que é atribuição do Tesouro Nacional e não do INSS. E, por fim e mais grave, uma parte dos recursos da seguridade social não recebe nenhum tipo de aplicação que possa ser constatada através dos relatórios de execução orçamentária, ou seja, é “esterilizada” pelo Tesouro Nacional. Essa forma, muito pouco conhecida do público em geral, de tratamento dos dados orçamentários vem dando suporte a um permanente estado de reivindicação por reforma no sistema de previdência social, sempre avaliado como financeiramente insolvente”.


Apresentada à UFRJ em 2006, a referida tese pode ser acessada neste link: http://www.ie.ufrj.br/images/pesquisa/publicacoes/teses/2006/a_politica_fiscal_e_a_falsa_crise_da_seguraridade_social_brasileira_analise_financeira_do_periodo_1990_2005.pdf

 

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

Escrito por João Bosco às 10h54
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20/07/2016


 

 

DEVIDO ÀS FÉRIAS ESCOLARES, ESTAREMOS EM RECESSO ATÉ O DIA 31 DE JULHO.

 

Contato: jbmiquelao@uol.com.br

Escrito por João Bosco às 09h34
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12/07/2016


CRÔNICA DE UM LEITOR DESTE BLOG

 

O OLEIRO E O BURRINHO

*Antônio Carlos Arruda

 

Era uma vez uma pequena olaria.

 

E essa olaria produzia pequenos tijolos em uma também pequena aldeia.

 

O oleiro trabalhava sozinho na lida, pois os filhos ainda eram todos pequenos e ele não tinha condições de pagar nenhum funcionário para ajudá-lo.

 

O único ajudante que tinha era um burrinho (pequeno também), que o auxiliava a amassar o barro e também transportava sua preciosa matéria prima até o local onde produzia seus tijolinhos.

 

No terreno ao redor da olaria existiam grandes buracos, de onde o oleiro retirava o barro. 

 

Como praticamente não circulava ninguém por aqueles campos, os buracos acabavam ficando abertos, pois o oleiro não via nisso nenhum risco.

 

Um belo dia o burrinho, encantado com uma mulinha que estava do outro lado da cerca, distraiu-se e acabou caindo num dos buracos.

 

Não teve ferimentos graves, pois a terra fofa no fundo do buraco acabou absorvendo o impacto, mas ficou ali preso. O buraco era fundo demais para ele conseguir sair sozinho.

 

Estava longe e por mais que zurrasse (sim, porque a "voz dos burros" chama-se zurro), ninguém o ouviu.

 

O pobre burrinho, devido aquele pequeno descuido ao ser flechado pelo cupido equídeo, ali ficou a noite toda, com fome, sede e estressado por sair dali.

 

No outro dia o  oleiro acordou de madrugada, como sempre o fazia, e ao chegar na olaria deu por falta do seu companheiro de trabalho.

 

Não tardou a encontrar o bichinho dentro do buraco, que ao vê-lo logo ficou de pé e começou a zurrar (lembro novamente que esta palavra um pouco estranha é a "voz" dos burros).

 

O oleiro não hesitou, correu até sua casa, pegou uma pá e retornou até o buraco.

 

Ali chegando começou a pegar terra do lado de fora do buraco e jogar sobre o burrinho.

 

Indignado o burrinho ficou a questionar o motivo do seu dono querer enterrá-lo vivo, depois de tantos anos de serviços prestados.

 

Enraiveceu-se, tremeu de revolta e à cada pazada de terra que recebia,  pulava, zurrava e  se agitava (na verdade ele queria mesmo era sair dali e dar um coice no ingrato dono).

 

Quando fazia isso, derrubava toda a terra que havia caído sobre seu lombo e acabava pisando sobre a terra que derrubara.

 

Depois de incontáveis pazadas e incontáveis pulos...

Após horas de trabalho do oleiro, o buraco estava cheio e o burrinho saiu alegre e saltitante, sorrindo alegre (burro sorri?).

 

Assim, o burrinho entendeu que na verdade  o dono não estava querendo enterrá-lo e sim teve uma idéia brilhante para retirá-lo dali. Retribuiu a gentileza do oleiro com generosas lambidas melecadas (argh!).

 

 

Moral da história:

 

"Nem sempre as pessoas que pensamos que estão tentando nos enterrar têm esta intenção. Muitas vezes a suposta ameaça é apenas uma forma de nos tirar do buraco."

* Cronista, residente em Belo Horizonte. Esta crônica pode ser encontrada neste link: http://restiasdeluz.blogspot.com.br/2016/07/o-oleiro-e-o-burrinho.html

 

 

 

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Escrito por João Bosco às 18h48
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02/07/2016


É FÁCIL COMPRAR NORMAS DA ABNT

 

 

Escrito por João Bosco às 09h43
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AINDA SOBRE A FESTA DO TALENTO POÉTICO EM CURITIBA

Odete M. Xavier Costa (a segunda da direita para a esquerda) duranrte a premiação.

 

Contato com este blogjbmiquelao@uol.com.br

 

 

 

Escrito por João Bosco às 09h35
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22/06/2016


EVENTO LITERÁRIO IMPORTANTE SERÁ REALIZADO EM CURITIBA

 

A tradicional festa de premiação e lançamento da antologia “Talento Poético”, edição 2016, promovida pela Editora Becalete, será realizada em Curitiba no dia 25 de junho, próximo sábado.


Algumas poesias da mineira Odete Xavier Martins Costa, residente em Belo Horizonte, constarão dessa importante obra divulgadora do talento de nossos poetas (v. foto abaixo):  

 

 

 

 

 Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

Escrito por João Bosco às 10h41
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17/06/2016


USO EXAGERADO DE PALAVRAS DA LÍNGUA INGLESA

 

Luís E. M. Villaça, de Vitória, ES, preocupado com o uso exagerado do inglês na língua portuguesa, enviou-nos o trecho abaixo sobre anglicismos desnecessários:

 

“Fui ao freezer, abri uma coca diet, e saí cantando um jingle, enquanto ligava o meu disc player para ouvir uma música new age. Precisava de um relax. Meu checkup indicava stress. Dei um time e fui ler um bestseller no living do meu flat. Desci ao playground, depois fui fazer o meu cooper...”.

 

É óbvio que nossa língua não necessita de tantos “empréstimos” do idioma inglês.

 

Bastam os irremediavelmente necessários diante da informática e de outras aplicações tecnológicas modernas.

 

Na verdade o que se vê é muito mais do que isso. É modismo bobo, gente que às vezes nem sabe o significado direito, mas acha bonito empregar (muitas vezes pernosticamente) delivery, off, on sale e por aí afora.

 

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

 

 

Escrito por João Bosco às 13h20
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10/06/2016


FALEMOS SOBRE O RELATÓRIO

 

Para reflexão de mestrandos, doutorandos e pesquisadores acadêmicos

 

Há diversos tipos de redação técnica: as descrições e narrações técnicas propriamente ditas, os manuais de instrução, os pareceres, os relatórios, as teses e dissertações científicas (monografias em geral) e outros.

 

A bem da verdade, toda composição que deixe em segundo plano o feitio artístico da frase, preocupando-se de preferência com a objetividade, a eficácia e a exatidão da comunicação, pode ser considerada como redação técnica.

 

O relatório talvez seja o mais importante de todas as composições, pois há dele várias espécies. Nele se pode incluir um grande número de trabalhos de pesquisas usualmente publicados em revistas científicas sob a denominação genérica de “artigos”. (Segundo Othon M. Garcia, Comunicação em prosa moderna, 24 ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2004, p. 394 e 395).


Contato com este blogjbmiquelao@uol.com.br

 

 

Escrito por João Bosco às 12h13
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09/06/2016


TROCADILHO 

 

 

Embora considerado vulgar por alguns “sérios”, o trocadilho depende de imaginação, inteligência e presença de espírito. Pessoas cultas, de nível de inteligência acima do normal, como Joyce, consagrado escritor irlandês, e Lacan, o mais importante psicanalista depois de Freud, eram exímios trocadilhistas.

 

Sem dúvida alguma, um dos mais famosos trocadilhistas no Brasil foi Lamartine Babo, compositor de músicas imortais, dotado de um senso de humor fino e de uma presença de espírito fora do comum.

 

Muito magro, fez até trocadilho sobre a sua própria figura: "Eu me achava um colosso. Mas um dia, olhando-me no espelho, vi que não tenho colo, só tenho osso".

 

Conta-se que certa vez Lamaertine Babo entrou numa agência dos correios para enviar um telegrama. A pessoa que o atendia começou a bater o lápis na mesa e enviou ao colega ao lado a seguinte mensagem em código morse: “magro, feio e de voz fina”. Para surpresa do funcionário, o compositor pegou o seu lápis e respondeu também em código morse; “magro, feio, de voz fina e ex-telegrafista”.

 

Nota: Este texto nos foi enviado por um leitor de São Paulo, SP.

 

Envie seu comentário ou dúvida a este endereço: jbmiquelao@uol.com.br

 

 

Escrito por João Bosco às 09h14
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08/06/2016


NORMALIZAÇÃO É INCOMPATÍVEL COM DESORGANIZAÇÃO E INDISCIPLINA

 

 

 

Normas da ABNT

 

Segundo Maria Dias Bicalho, MS em Biblioteconomia e Informação, Normalização é incompatível com desorganização e indisciplina. O processo de normalização envolve ordem, uniformidade, eficiência, eficácia, racionalização, segurança, além de redução de custos, cuja consequência direta é a qualidade de produtos e de serviços prestados que têm como fim o usuário com a sua informação desejada e atendida no nível de sua expectativa.

 

Conforme José Carlos Tomina, da ABNT/ CB-24, desde o momento que acordamos, durante o dia todo e mesmo quando dormimos, as normas estão agindo em nossas vidas, seja no lar, no trabalho, na rua, no lazer, etc. Vejamos alguns poucos e simples exemplos,   que elucidam com muita propriedade a nossa interação e dependência em relação às normas:

 

a) logo de manhã, as escovas de dentes que usamos possuem cerdas padronizadas;

b) quando acendemos a luz, fazemos uso de lâmpadas e demais componentes elétricos normalizados;

c) no lar, o fogão, a geladeira e outros utensílios domésticos estão normalizados;

d) no carro, muitos dos equipamentos e acessórios são normalizados, como: pneus, luzes, airbags, rack para bagagem, pára-choque (inclusive a sua altura);

e) no escritório, um grande número de normas especificam as características que padronizam os computadores, as fotocopiadoras, as impressoras, os formatos de papéis, os equipamentos de comunicação, etc. Tudo para facilitar e tornar os equipamentos e produtos interoperáveis, ou seja, pode-se utilizar desde parafusos e porcas compatíveis até computadores que falam a mesma língua no mundo inteiro, incluindo-se aqui a própria Internet;

f) caso precisarmos de dinheiro ou pagar alguma compra, poderemos utilizar cartões de banco ou de crédito padronizados. Inclusive as embalagens das compras, alimentos e bebidas estão normalizadas. Para o próprio comerciante o uso do código de barras facilita sobremaneira o desenvolvimento dos seus negócios;

g) de volta ao lar, os brinquedos das crianças (inclusive as dimensões de suas pilhas) os aparelhos de TV, som e vídeo dispõem de qualidade e compatibilidade normalizadas;

h) nos finais de semana, fazemos uso de equipamentos esportivos desde bicicletas, caiaques, raquetes de tênis, bolas, câmeras fotográficas (dimensões de filmes e velocidades) padronizados.

 

As normas são instrumentos fundamentais para a competitividade de um país. Cita-se o caso da indústria de minério de ferro, que tinha pequena participação na ISO até 1983 e, quando passou a seguir a normalização, entrou em franco crescimento.

 

Contato com este blogjbmiquelao@uol.com.br

 

Escrito por João Bosco às 09h21
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