Normalização de trabalhos acadêmicos


17/12/2014


GRUPO NORMALIZADORES

 

O grupo Normalizadores, que mantém este blog, é composto de ex-alunos de um curso ministrado pela ABNT em junho de 2004 na cidade de São Paulo.

 

Também fazem parte deste grupo outras pessoas convidadas, cujas atividades se relacionam com trabalhos acadêmicos, como é o caso da Professora Kátia Martins, de Belém, PA, e a Bibliotecária Emilce Maria Diniz, de Belo Horizonte, MG.

 

Este espaço tem como principal objetivo discutir a aplicação das normas da ABNT e prestar orientação às pessoas interessadas.

 

Eventualmente este blog atua como uma oficina de palavras, espaço em que se estudam questões atuais e curiosidades da língua portuguesa. Aqui também se discutem aspectos relacionados à arte de traduzir e assuntos sobre segurança na internet.

 

Devido ao sucesso obtido com a publicação de um microconto (crônica) no dia 29 de janeiro de 2010, publicaremos eventualmente esse tipo de produção literária, tanto as nossas crônicas como as de autoria de colaboradores deste blog.

 

Para ler mensagens recentes, role a página.

 

Caso v. queira ver discussões antigas, procure-as nos links ao lado de acordo com os assuntos constantes do índice publicado no dia 1º de junho de 2012.

 

 

Moderador: João Bosco Miquelão (tradutor, revisor de textos acadêmicos e técnico em informática).

 

 

Contato: jbmiquelao@uol.com.br

 

 

Escrito por João Bosco às 10h13
[ envie esta mensagem ] [ ]

16/12/2014


MICROCONTO DE HOJE

 

MORAR EM VENEZA É DIFERENTE DE VISITÁ-LA

                             --- João Bosco Miquelão

 

Desta vez ele não estava visitando a cidade. Estava a trabalho, incumbido de dar duas palestras na Universidade de Veneza.


Há duas semanas estava hospedado na casa de um amigo, italiano, professor daquela universidade, e já adquirira o “espírito” de morador local, pois fazia pequenas caminhadas na vizinhança e até comprava alguns itens para o café da manhã.

 

Não se sentia muito à vontade, era verdade. A casa do amigo ficava um pouco distante dos locais tradicionalmente visitados pelos turistas.  Era uma zona tipicamente residencial... e veneziana.  Casas seculares, açoitadas pelo vento do Adriático, testemunharam o vai e vem de muitas gerações por aquelas ruelas.  O vêneto, falado pela população local, era diferente do italiano formal a ponto de embaraçá-lo. 


A ausência inesperada de seu anfitrião, também palestrante, que viajara à vizinha Áustria, obrigara-o a ficar sozinho naquela casa que parecia desafiar o tempo de tão antiga. 


Ele era modesto, mas sabia de seu valor na comunidade científica. Era reconhecido internacionalmente. Sua memória para fatos e argumentações era impressionantemente rápida e precisa. Nas palestras, sempre respondia ou rebatia argumentações capciosas com elegância e sem vacilações.


Entretanto, inconfessável era sua pouca capacidade de orientação, e, por que não dizer, a facilidade com que se perdia num local com traçado moderno, com quarteirões e cruzamentos perfeitamente definidos. O que dizer de ruelas estreitas e sinuosas e com bifurcações que levavam ora a um paredão coberto de mofo, ora a uma pracinha sem saída com um chafariz centenário.


A arquitetura medieval o perturbava, pois, para dizer a verdade, a sinuosidade das vielas o desnorteava. Por isso nunca saía daquele trecho, restrito, equivalente à área de um quarteirão moderno. Ali ele encontrava tudo de que precisava: cafés, supermercado, restaurantes e até duas padarias.


Mas, naquele dia de outono ele criara coragem. A umidade que vinha da lagoa-rua próxima e o céu cinzento criaram uma atmosfera que lhe causava tristeza e depressão. Estava disposto a sair do confinamento, a explorar outros “territórios”: iria caminhar além daquele trecho sombrio.


Despreocupadamente desce a pequena ladeira e entra numa viela até então desconhecida.


Observa atentamente a arquitetura dos tempos dos doges, pois aquelas velhas edificações transpiram história, e ele caminha, caminha... Lê placas em vêneto e italiano. Algumas têm ambas as versões. E caminha...


Fica cansado e resolve voltar para casa.


No primeiro cruzamento com outra viela, fica em dúvida: Não sabe em qual delas andara para chegar até àquele ponto.


“Deve ser esta” – pensa. E entra na viela.


Não se dá conta de que quase todas as casas são parecidas. E aquela, sem dúvida, é a que procura: na que está morando há duas semanas.


Ele coloca a velha chave na fechadura e esta se abre facilmente. Ele dá alguns passos e faz gesto de fechar a porta atrás de si. Felizmente o gesto não se completa, pois não reconhece o mobiliário e um tapete desgastado... Ele se dá conta de que está em outra casa. Sua chave abriu a porta por acaso!


No mesmo instante um enorme cão da raça rottweiler surge no fim do corredor e parte em sua direção. Ele mal tem tempo de dar meia volta e fechar a porta atrás de si. O cão bate violentamente do outro lado da porta, late e rosna raivosamente; ele escapa por pouco.


Finalmente chega exausto à verdadeira casa em que está hospedado, já bem mais tarde, usando pacientemente o princípio básico do algoritmo simplex: “testando todas as possibilidades, até que uma delas seja satisfeita”, isto é, passando por várias ruelas até encontrar o verdadeiro “caminho de casa”.

 

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

Escrito por João Bosco às 14h09
[ envie esta mensagem ] [ ]

11/12/2014


 

CURIOSIDADE LINGUÍSTICA

 

Além das armas de fogo, os portugueses introduziram várias palavras na língua japonesa durante o período conhecido como “Comércio Namban”. Assim, os japoneses adotaram vocábulos da Língua Portuguesa como pan (pão), tabako (tabaco), botan(botão) e kirishitan (cristão).


“O Japão foi o país asiático que sofreu o maior impacto e as maiores transformações vindas da expansão portuguesa”, disse o historiador e professor universitário João Oliveira e Costa, um dos autores do livro História da Expansão e do Império Português, publicado recentemente pela editora Esfera dos Livros (Lisboa, Portugal).


Em 1543, marinheiros das naus portuguesas vindos de Macau, na China, desembarcaram nas praias da ilha de Tanegashima, no sul do arquipélago nipônico, para estabelecer comércio com o povo japonês, então relativamente isolado do mundo exterior.


Assim, Portugal tornou-se a primeira nação europeia a estabelecer contactos com o Japão, durante o período das Grandes Navegações. Foram aqueles portugueses desembarcados em Tanegashima que ainda teriam introduzido as armas de fogo no arquipélago japonês.


Mais detalhes n/ link: http://observatorio-lp.sapo.pt/pt/noticias/portugal-e-japao-desconhecida-relacao-fruto-da-audacia-lusa

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

 

 

Escrito por João Bosco às 16h10
[ envie esta mensagem ] [ ]

09/12/2014


OS DANOS DA GOMA DE MASCAR

 

Praticamente no mundo todo o chiclete jogado no chão, sem qualquer cuidado, costuma criar sérios problemas.


Ele gruda e é difícil de ser removido.


Talvez seja um dos grandes inimigos da conservação de pisos de lugares históricos.


Uma iniciativa muito interessante para minimizar o problema acaba de ser tomada na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte: foi inaugurada uma escultura com o nome de Cabeça de Chiclete, de autoria do canadense Douglas Copland (uma réplica gigante da própria cabeça do escultor).


A proposição desafia a ideia de vandalismo e faz uso criativo do temido chiclete. No contexto do trabalho, o ato de colar o chiclete passa de anárquico a democrático:


 

 

Em Lisboa, próximo ao monumento Padrão dos Descobrimentos, para evitar danos à linda rosa dos ventos no piso da calçada, foi colocada uma placa em que se pede em bom português lusitano: “Por favor não deite pastilhas elásticas no chão”:


 

 

Passarinhos podem morrer quando se alimentam de chicletes. Eles são atraídos pelo aroma, sabor adocicado e pela cor que as gomas de mascar oferecem. Este vídeo é esclarecedor quanto a isto (copie e cole o link no navegador): https://www.youtube.com/watch?v=EnywJcrxQRE

 

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

Escrito por João Bosco às 13h07
[ envie esta mensagem ] [ ]

05/12/2014


VALE A PENA LER

Título: “ESTUDO SOBRE A ASSOCIAÇÃO DAS

PARTEIRAS TRADICIONAIS DO MARANHÃO”

 

 

 

ISBN 978-85-7862-342-5

 

 

Lançado no dia 21 de novembro passado em São Luís, Maranhão, o livro, de autoria de Marina Santos Pereira, antropóloga e professora da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), constitui um valioso estudo etnográfico da entidade que reúne as parteiras tradicionais daquela região nordestina.

 

A obra evidencia a maneira brilhante e generosa com que essas bondosas criaturas completam o Serviço Público de Saúde numa região carente, tendo como fundamento o saber empírico.

 

Pedidos através deste endereço: marinaachiles@gmail.com.

 

 

FLAGRANTES DO LANÇAMENTO NA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO (UFMA):

 

 Grande público compaeceu ao lançamento do livro

 

 

A autora em companha da geógrafa Márita Ribeiro

 

Em companhia de sua mãe, Dona Waldelice de Olinda Santos

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

 

 

Escrito por João Bosco às 11h15
[ envie esta mensagem ] [ ]

VALE A PENA LER

 

AS FRONTEIRAS DO SECULARISMO

Uma entrevista com Phil Zuckerman*

 

NOVAS RESPOSTAS PARA QUESTÕES ANTIGAS

Blog do Dr. Sam Harris - Link: http://www.samharris.org/blog/item/the-frontiers-of-secularism

 

*Conferencista, articulista, autor de vários livros de sucesso e Professor de Sociologia no Pitzer College (Claremont, CA, EUA).

 

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

Escrito por João Bosco às 09h51
[ envie esta mensagem ] [ ]

03/12/2014


CURSO NA ABNT

 

 

TRABALHOS ACADÊMICOS


(CURSO COM DURAÇÃO DE 16 HORAS EM 2 DIAS)


 

DIAS 15 E 16/12/2014


Público Alvo:

Estudantes e profissionais interessados em Normalização de Trabalhos Acadêmicos.


Objetivo:       

Auxiliar alunos e professores de graduação, pós-graduação e pesquisadores em geral na elaboração e apresentação de trabalhos acadêmicos.


Conteúdo:      

- O curso terá como base as normas técnicas:

- ABNT NBR 6023:2002 - Referências – Elaboração;

- ABNT NBR 6024:2012 - Numeração progressiva das seções de um documento escrito – Apresentação;

- ABNT NBR 6027:2012 - Sumário – Apresentação;

- ABNT NBR 6028:2003 - Resumo – Apresentação;

- ABNT NBR 6034:2004 - Índice – Apresentação;

- ABNT NBR 10520:2002 - Citações em documentos – Apresentação;

- ABNT NBR 14724:2011 - Trabalhos acadêmicos – Apresentação;

- ABNT NBR 12225:2004 - Lombada – Apresentação;

- ABNT NBR 15287:2011 -  Projeto de pesquisa – Apresentação;

- Exercícios.


 

Av. Paulista, 726 - 10º andar - Bela Vista - SAO PAULO/SP

 

Informações: (11) 2344-1721/2344-1722 - cursos2@abnt.org.br

 


Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br.

 

 

Escrito por João Bosco às 14h04
[ envie esta mensagem ] [ ]

30/11/2014


ESTAMOS COMEMORANDO A

 40.000.ª    

(QUADRAGÉSIMA MILÉSIMA)

 

VISITA A ESTE BLOG!

 

 

Escrito por João Bosco às 18h48
[ envie esta mensagem ] [ ]

CURIOSIDADE

 

FALTA DE REVISÃO



 

Os bilhetes da Loteria Federal (Extração n.º 4.923-9), cujo sorteio ocorreu ontem, foram impressos com um engano: o destaque dado à comemoração de um dia importante  - “DIA NACIONAL DE COMBATE AO CÂNCER” (27 de novembro) saiu com o acento circunflexo fora do lugar (Cancêr):

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br.

 

 

Escrito por João Bosco às 14h21
[ envie esta mensagem ] [ ]

29/11/2014


IMPRESSÕES DE UM JOVEM BRASILEIRO QUE ESTUDA NO EXTERIOR

A nosso pedido, Victor Renato Pereira Santos, de São Luís, Maranhão, que estuda no conceituado Institut Français de Mecanique Avancée (IFMA), na cidade francesa de Clermont-Ferrand, enviou-nos suas impressões sobre o ensino de alto nível do IFMA e a excelente oportunidade que está tendo de conviver com uma cultura diferente.



 

Estou vivendo uma experiência incrível, mas no primeiro mês foi muito complicado, pois eu não sabia falar muito bem o francês nem o inglês, então a aventura já começou no aeroporto, pois não conseguia me comunicar muito bem; sorte que tinha uma senhora no balcão de ajuda que falava português e me explicou como fazer para sair do Aeroporto Charles de Gaulle e ir para a cidade de Vichy, onde eu faria um curso intensivo de francês por 2 meses na Escola de Línguas Cavilam. 


Durante os dois meses em Vichy, morei na casa de um casal de idosos muito simpáticos e amorosos que eram proprietários de um bar e tabacaria, onde tive a oportunidade de conhecer a vizinhança, pois todos frequentavam lá e o casal, muito empolgado, fazia questão de me apresentar a todos, e, assim, eu  era forçado a treinar o francês. E graças a Deus eu tive  sorte de morar com uma família bacana, ter professores excelentes e fazer grandes amigos no Cavilam que eu espero sempre manter o contato por muito anos.

 

Então, em setembro me mudei para a cidade de Clermont-Ferrand onde eu comecei a graduação sanduiche no IFMA, um dos melhores na área de Mecânica da França, com professores excelentes e um alto nível de pesquisas. Nesses três meses que estou aqui tive muita dificuldade para acompanhar as aulas, pois é numa área de Mecânica que eu não estudava no Brasil, mas com o tempo, bastante dedicação e ajuda dos colegas de classe, tornou-se possível acompanhar as aulas.

 

Estou amando essa experiência, é completamente diferente do que eu já vivi, muito diferente do Brasil, uma cultura nova que vale a pena conhecer, vivenciar. E o fato de estar na França facilitou a minha ida por enquanto até Espanha, Portugal e conhecer belíssimas cidades da região como Paris, Bordeaux, Lyon. De fato é uma vivência que só vem a me acrescentar enquanto pessoa e profissional”.

 

--- Victor Renato Pereira Santos é bolsita da CAPES no programa  Ciências Sem Fronteiras.

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br.

 

Escrito por João Bosco às 16h53
[ envie esta mensagem ] [ ]

28/11/2014


NOSSA HISTÓRIA - CURIOSIDADE DE HOJE

 

PADRE MANUEL DA NÓBREGA


 

 

Nascido na região do Alto Douro, em Portugal, os escritos do Padre Manuel da Nóbrega são grandes responsáveis pela acuidade de nossa História, pois suas cartas, enviadas aos seus superiores, do ponto de vista de um religioso catequizador, são consideradas de alta relevância para os historiografistas.


Ele estudou na Universidade de Salamanca (Espanha) e Coimbra (Portugal), tendo recebido o grau de bacharel em Direito Canônico e Filosofia.


Chegou ao Brasil em 1549 e iniciou seu profícuo trabalho de catequese e proteção aos índios (Padre Manuel da Nóbrega foi radicalmente contra a escravização indígena). Também atuou enfaticamente para abolir o hábito indígena de canibalismo.


Em companhia de José de Anchieta conseguiu a pacificação dos índios que apoiavam os invasores franceses.  


Foi o primeiro religioso a subir e ultrapassar a Serra do Mar, dando os passos iniciais para a fundação da cidade de São Paulo, pois estabeleceu a primeira casa (e escola) dos jesuítas em 1553, no local hoje conhecido como Pátio do Colégio. 


Padre Manuel da Nóbrega morreu aos 53 anos no dia 18 de outubro de 1570, na cidade do Rio de Janeiro, coincidentemente no mesmo dia e mês de seu nascimento (18-10-1517).


Referências:

Tratado Contra a Antropofagia.

Tractado da Terra do Brasil...

 

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

 

 

   

Escrito por João Bosco às 10h43
[ envie esta mensagem ] [ ]

18/11/2014


LANÇAMENTO DE LIVRO

A pesquisadora e antropóloga Marina Santos Pereira, leitora deste blog e amiga dos participantes de nosso grupo, lançará o esperado livro Estudo sobre o trabalho das parteiras tradicionais do Maranhão na próxima sexta-feira, dia 21, às 16 h.

 

Local do evento: Prédio Paulo Freire da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luís.


 

 

Marina é graduada em Ciências Sociais e Mestre em Saúde e Ambiente pela Universidade Federal do Maranhão, tendo lecionado Antropologia nessa última instituição.


Atualmente é professora de Sociologia na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), onde também exerce outras atividades de destaque.


O interesse da autora pelo trabalho das parteiras surgiu quando ainda era estudante de Ciências Sociais e se integrou a um grupo de pesquisa.


 

Contato: jbmiquelao@uol.com.br

 

 

Escrito por João Bosco às 19h43
[ envie esta mensagem ] [ ]

15/11/2014


 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

Escrito por João Bosco às 14h53
[ envie esta mensagem ] [ ]

12/11/2014


ESA/DF

 

ATENÇÃO, ADVOGADO!

 

 

 

Contato com este blogjbmiquelao@uol.com.br

Escrito por João Bosco às 12h14
[ envie esta mensagem ] [ ]

03/11/2014


PRIMEIRO DE NOVEMBRO – DIA INESQUECÍVEL PARA PORTUGAL

O GRANDE TERREMOTO DE LISBOA


Com a magnitude próxima de 9, segundo alguns estudiosos modernos, no dia 1º de novembro de 1755, às 9h40, ouviu-se um rumor subterrâneo estranho e um forte terremoto sacudiu Lisboa. A maioria dos prédios da cidade desabou naquele momento.


Por ser Dia de Todos os Santos, as muitas igrejas estavam apinhadas de fiéis. Muitos morreram ou ficaram presos sob os escombros de paredes centenárias.  As poucas igrejas que resistiram ao abalo vieram abaixo no segundo tremor, muito forte, talvez também com a magnitude próxima de 9.


O céu ficou escuro pelos gases e poeiras que saíram de fendas enormes nas ruas.


Muitos morreram sufocados, soterrados ou vítimas de grandes incêndios que se espalharam pela cidade duraram 6 dias.


Entretanto, a parte baixa foi a que mais sofreu. Ondas enormes com até 20 metros de altura, vindas do oceano, empurraram o Tejo sobre a parte baixa e completaram o trabalho de destruição.  Milhares perderam a vida afogados.


Naquele dia morreram mais de 90 mi pessoas, aproximadamente um terço da população de Lisboa.


 O terremoto também causou cerca de 10 mil mortos no Marrocos e foi sentido em toda a Europa e até no litoral norte brasileiro.


Alguns estudiosos entendem que os abalos foram tão fortes a ponto de contribuirem para a expulsão dos jesuítas de Portugal e para a independência do Brasil 67 anos depois:


- O padre jesuíta Malagrida, confessor de D. José I, considerou o terremoto como um castigo divino. Esse fato, somado a outros que envolveram os membros da Companhia de Jesus nos assuntos da corte, resultou na expulsão dos religiosos orientada pelo Marquês de Pombal.


- A necessidade de arrecadar recursos para reconstruir Lisboa deve ter influído no arrocho para cobrança de impostos no Brasil, processo que durou muitos anos.


O Marquês de Pombal foi quem orientou a reconstrução de Lisboa. A cidade deve a ele ter hoje ruas mais largas e rede de esgoto. Naquela época os despejos eram atirados pela janela.


Obra recomendada para quem gosta de História e tem interesse sobre o assunto: “Quando Lisboa Tremeu” (Domingos Amaral, Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2011).


Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

 

 

Escrito por João Bosco às 10h08
[ envie esta mensagem ] [ ]



Perfil

Histórico