Normalização de trabalhos acadêmicos


12/12/2015


 

AVISO

Em virtude das férias escolares, este blog entrará em recesso a partir de hoje.  

Desejamos um FELIZ NATAL e um ANO NOVO alegre a todos os nossos leitores e colaboradores.

Voltaremos no início do ano letivo de 2016.

 

 

Permaneceremos atentos a eventuais contatos: jbmiquelao@uol.com.br

Escrito por João Bosco às 14h07
[ envie esta mensagem ] [ ]

08/12/2015


SOBRE O PINGUIM QUE APARECE NESTA PÁGINA

O pinguim [hum...que saudade do trema!] que aparece acima não é uma ave comum. Trata-se de Tux, que virou mascote e logotipo do Linux, o sistema operacional “aberto” mais famoso do mundo.

 

O criador de Tux foi Larry Ewing, vencedor de um concurso para escolher a imagem ideal de um pinguim que representasse bem o Linux (gordinho, feliz e com cara de quem comeu muitos peixes!).

 

 

Contato com este blogjbmiquelao@uol.com.br


Escrito por João Bosco às 11h11
[ envie esta mensagem ] [ ]

07/12/2015


GRUPO NORMALIZADORES

Este espaço tem como principal objetivo discutir a aplicação das normas da ABNT e prestar orientação às pessoas interessadas.

O grupo Normalizadores, que mantém este blog, é composto de ex-alunos de um curso ministrado pela ABNT em junho de 2004 na cidade de São Paulo.

Também fazem parte deste grupo outras pessoas convidadas, cujas atividades se relacionam com trabalhos acadêmicos, como é o caso da Professora Kátia Martins, de Belém, PA, e a Bibliotecária Emilce Maria Diniz, de Belo Horizonte, MG.

Eventualmente este blog atua como uma oficina de palavras, espaço em que se estudam questões atuais e curiosidades da língua portuguesa. Aqui também se discutem aspectos relacionados à arte de traduzir e assuntos sobre segurança na internet.

Devido ao sucesso obtido com a publicação de um microconto (crônica) no dia 29 de janeiro de 2010, publicaremos eventualmente esse tipo de produção literária, tanto as nossas crônicas como as de autoria de nossos colaboradores.

Para ler mensagens recentes, role a página.

Caso v. queira ver discussões antigas, procure-as nos links ao lado de acordo com os assuntos constantes do índice publicado no dia 1º de junho de 2012.

 

Moderador: João Bosco Miquelão (tradutor, revisor de textos acadêmicos e técnico em informática).

 

Contato: jbmiquelao@uol.com.br

Escrito por João Bosco às 17h11
[ envie esta mensagem ] [ ]

24/11/2015


CURSO NA ABNT

 

TRABALHOS ACADÊMICOS

 

Conteúdo - O curso terá como base as normas técnicas:

- ABNT NBR 6023:2002 - Referências – Elaboração;

- ABNT NBR 6024:2012 - Numeração progressiva das seções de um documento escrito – Apresentação;

- ABNT NBR 6027:2012 - Sumário – Apresentação;

- ABNT NBR 6028:2003 - Resumo – Apresentação;

- ABNT NBR 6034:2004 - Índice – Apresentação;

- ABNT NBR 10520:2002 - Citações em documentos – Apresentação;

- ABNT NBR 10719:2015 - Informação e documentação - Relatório técnico e/ou científico - Apresentação;

- ABNT NBR 14724:2011 - Trabalhos acadêmicos – Apresentação;

- ABNT NBR 12225:2004 - Lombada – Apresentação;

- ABNT NBR 15287:2011 - Projeto de pesquisa – Apresentação;

- Exercícios.

 

Duração:

16 h, em 2 dias, das 8 h 30 min às 17 h 30 min

 

Incluso:              

Certificado de participação / Coffee-break.

 

Turma 2003:

03/12/2015 - 04/12/2015

Av. Paulista, 726 - 10º andar - Bela Vista - SAO PAULO/SP.

Maiores informações: cursos@abnt.org.br

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

 

 

Escrito por João Bosco às 19h05
[ envie esta mensagem ] [ ]

30/10/2015


 

43.000!

Sim, estamos comemorando a 43.000.ª (quadragésima terceira milésima) visita a este blog!

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

 

Escrito por João Bosco às 11h19
[ envie esta mensagem ] [ ]

29/10/2015


FALANDO SOBRE MONOGRAFIAS

 

INTRODUÇÃO OU NOTAS INICIAIS?

 

Em vez de usar a palavra introdução, o autor pode empregar no seu trabalho acadêmico a expressão notas iniciais?

O título introdução pode ser substituído por outro equivalente. Segundo Waldir de Pinho Veloso (Como redigir trabalhos científicos, São Paulo: Thomson, 2005, p. 157), “O normal é que tenha por título ‘introdução’, mas há inovações como ‘preliminares’, ‘notas iniciais’ e outras”.

De modo semelhante, a parte denominada conclusão também pode receber outra denominação de acordo com a conveniência do autor do trabalho.

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

 

 

 

Escrito por João Bosco às 09h19
[ envie esta mensagem ] [ ]

13/10/2015


CRÔNICA DE HOJE

 

Jornalistas que não gostam de ler

João Bosco Miquelão

 

Sabe-se que as línguas são vivas, estão sujeitas a alterações constantes, quer por influência estrangeira ou pela criação de neologismos e gírias, quer pela introdução de regionalismos de alguns falantes. 

Muitas dessas alterações devem ser debitadas à televisão, pela criação de aforismos, por uso de chavões e frases de efeito em programas populares e até por incompetência de alguns comunicadores.   

O substantivo bebê, cuja forma usada em Portugal é bebé, até há pouco tempo era considerado sobrecomum, isto é, o que não distingue os dois gêneros, como acontece com as palavras criança e indivíduo (a criança; o indivíduo;).

O novo dicionário da língua portuguesa, de Aurélio Buarque, em suas edições de 1969 e 1997, registra esse vocábulo como substantivo sobrecomum com o artigo masculino: o bebê. 

O vocábulo nenê é sinônimo de bebê. Em Portugal é escrito nené, e no Brasil já se aceita a forma neném.

Alguns apresentadores de jornais televisivos passaram a referir-se à criança recém-nascida do sexo feminino como a bebê ou a neném; O Vocabulário ortográfico da língua portuguesa, de 2009, ainda não registra a neném, mas já admite a bebê.

Quem tem o hábito de ler adquire um vocabulário ampliado e sabe escolher as palavras adequadas a cada situação.

Ultimamente alguns apresentadores novatos demonstram que não são amigos dos livros; no máximo devem ler mensagens de celular.

Eles têm o vocabulário reduzido e pronunciam palavras erradamente a quase todo o momento. São comuns erros como: “mulçumano”, “freiada”, “boeiro” e outros mais.

Num programa matinal vi uma mocinha bonita, de microfone na mão, que fazia uma reportagem sobre o ramal ferroviário de 12 quilômetros que separa São João Del Rei de Tiradentes, referir-se à locomotiva como “o vagão do maquinista”.

Na falta de notícias sobre a violência de cada dia, o que é raro, os jornais televisivos costumam mostrar quadros pitorescos, como esportes radicais, viagens e o ambiente rural.

Recentemente um conhecido repórter entrevistou um agricultor no Sul de Minas. A intenção da reportagem era mostrar o espírito inventivo de um senhor idoso, que inventou e construiu em seu sítio várias engenhocas e até uma minúscula usina hidrelétrica.

Ao se referir à pequena represa que construíra o entrevistado disse num típico sotaque mineiro:

- Ela deve ter uns dois metros de fundura.

O jornalista achou graça na informação de seu entrevistado, pediu ao idoso para repetir a palavra fundura e o expôs ao ridículo, fazendo piada e observando que se tratava de um regionalismo daquele local.

Certamente o entrevistador não cultiva o hábito de ler. Segundo o Dicionário Houaiss, esse substantivo vem sendo usado na nossa língua desde o Século XV e tem como etimologia os termos fundo e ura. Vários autores tem empregado a palavra fundura para indicar a profundidade de um poço, um lago ou um rio.  

A união homossexual talvez seja um dos assuntos mais discutidos na TV hoje em dia.

Para a grande maioria dos novos profissionais do jornalismo televisivo o oposto de homossexual é héterossexual, e não heterossexual.  

Evidentemente que se trata de um erro de ortoépia facilmente identificável, isto é, um erro de pronúncia, uma vez que palavras de construção semelhante, como heterogênio e heterodoxo não sofrem essa discrepância quanto à sua tonicidade.

É comum uma reportagem focalizar um indivíduo que acabou de ser preso em flagrante por algum delito; aliás, este é o assunto mais mostrado nos jornais da TV aberta diariamente.

O policial responsável por sua prisão explica como toda a ação ocorreu; o detido é entrevistado; confessa o crime, faz suas alegações pouco convincentes ao delegado, às vezes afirma até que não se arrepende do crime e, mesmo assim, o apresentador se refere a ele como “suspeito”.

Suspeita é a frequência com que esse repórter lê algum livro...

 

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

Escrito por João Bosco às 15h24
[ envie esta mensagem ] [ ]

06/10/2015


NORMAS EM FORMATO ESPECIAL

 

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

Escrito por João Bosco às 14h04
[ envie esta mensagem ] [ ]

03/10/2015


A EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA E O PAPEL DO TUTOR

Segundo a educadora Júlia Eugênio Gonçalves, a distância, como tudo mais na vida, é um conceito dependente de circunstâncias que não podem ser previstas. As distâncias relativas que nos separam de nossos alunos virtuais não são suficientes para que os laços da amorosidade deixem de existir entre nós.

 

Consideramos oportuna a transcrição do editorial sobre o papel do tutor na EAD, de autoria da Professora Marina Santos Pereira. Esse editorial foi publicado no UEMA Notícias número 3, órgão da Universidade  Estadual do Maranhão (UEMA):                                          

 


A educação na modalidade a distância coloca em cena um novo personagem chamado tutor, que suscita várias discussões sobre a sua atuação no processo educativo.

A experiência que tive nesta função colocou-me frente a vários desafios, os quais me estimularam repensar a tarefa de ensinar. O primeiro desses desafios residiu na minha experiência anterior como professora da modalidade presencial, compelindo-me a reorganizar essa experiência prática e conhecimento teórico para esse novo contexto.

A prática mostrou-me que ser tutora é ser, também, pesquisadora, ou seja, significa a constante busca de respostas para perguntas incessantes aliada a exaustivas discussões que nos instiga a perquirir cada vez mais; ser tutor é saber lidar com os ritmos e naturezas individuais de seus alunos; é desenvolver novas competências para saber lidar com o desconhecido que está em metamorfose.

Descobri que ser tutora é caminhar ao lado do aluno, ainda que, a distância, entretanto, sem negligenciar que ele precisa de orientação para não desviar-se de sua meta, pois, muito mais que demonstrar sapiência, necessário é que sejamos a bússola que norteia o aluno para o caminho da pesquisa, em busca de sua autonomia intelectual.

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

 

Escrito por João Bosco às 16h27
[ envie esta mensagem ] [ ]

29/09/2015


CRÔNICA DE HOJE

O equivalente a uma pensão alimentícia

João Bosco Miquelão

 

Os mecanismos de pensamento dos animais têm sido objeto de muitos estudos, descobertas desconcertantes e controvérsias.

Num estudo realizado com chimpanzés, na Tanzânia, provou-se que esses primatas têm uma complexa vida social, uma linguagem primitiva com mais de 20 sons e a capacidade de usar diversas ferramentas para obter alimento.

Um animal pode não ser capaz de um raciocínio lógico, a ponto de resolver um problema ou alcançar uma conclusão.

Ainda assim muitas pessoas acham que os animais pensam de um modo muito especial. Seria um processo diferente do nosso, menos sofisticado, sem lógica, sem dialética.

Em diversas ocasiões certos comportamentos de nossos animais de estimação se parecem com pensamento e cultura.

Um gato preto, de pelo reluzente, certo dia apareceu no nosso quintal. Ele assustou-se quando me viu. Num primeiro momento, arreganhou a boca e mostrou seus dentes afiados. Em seguida refez rapidamente o caminho de volta, escalou um muro alto e ficou a me espreitar em cima do telhado da casa do vizinho.

Nas outras vezes que ele apareceu as caretas e as cenas de fuga repetiram-se.

Uma de minhas filhas gosta de animais e parece entendê-los.

Ela compreendeu que esse gato estava sempre faminto. Também observou que ele estava muito magro e que era desconhecido na região. E criou uma nova rotina: colocar alimento para o animal. Todos os dias ela depositava uma vasilha com leite, um pedaço de carne ou um pouco de ração que o bichano consumia avidamente.

E assim minha filha conquistou a confiança do gato. Ela já alisava seu pelo denso e macio.

Ele continuava arredio em relação às outras pessoas de nossa casa; já não mostrava mais os dentes, mas abaixava a cabeça e saía furtivamente.

Jamais conseguimos descobrir o local em que aquele gato dormia.

Sistemático, ele sempre aparecia no final das tardes.  

Passaram-se alguns meses e o gato magricela já não era o mesmo: engordara e ficara até mais manso. Qualquer pessoa da casa já podia afagar seu pelo macio. Ganhara até um nome: Neguinho.

Certo dia, para surpresa de minha filha, Neguinho apareceu em cima do muro num horário diferente. Era de manhã.  Ele não atendeu aos chamados de sua protetora, pois não desceu ao quintal.  

E um fato realmente surpreendente aconteceu naquele instante. Ao lado do gato apareceu uma gata cinza, magricela, que pulou no quintal e foi postar-se aos pés de minha filha.

Com as costelas à mostra de tão magra, a gata parecia desnutrida e faminta. E estava prenhe. Minha filha ofereceu-lhe uma vasilha com ração para gatos. Ela comeu o alimento com ânsia, a ponto de provocar espasmos musculares no corpo.

A gata ganhou um cantinho do quintal para dormir, protegido contra a chuva e o frio.

Mansa e mais gorda, ela também ganhou consulta a um veterinário, uma coleira vermelha e até um nome: Estela.

E os filhotes chegaram saudáveis e lindos, como geralmente são os gatinhos: quatro fêmeas e um macho.

Neguinho não foi mais visto após aquele dia em que ele trouxe Estela. Ele desapareceu das imediações de nossa casa.

 

 

 

Contato  com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

 

 

 

 

Escrito por João Bosco às 16h02
[ envie esta mensagem ] [ ]

23/09/2015


SEGURANÇA NA INTERNET - ESTÁ NO PORTAL UOL

 

Golpe envolvendo programa de Xuxa expõe centenas de celulares no Facebook

 

Entre segunda à noite e terça-feira, centenas de pessoas divulgaram seus números de telefone no Facebook, após um pedido na página Xuxa Oficial: "Galera, deixa o número de vocês! Vou ligar".

O post acabou desaparecendo da página, mas perfis não oficiais do programa de televisão da apresentadora lançaram apelos parecidos, enganando multidões de fãs no afã de falar com Xuxa e concorrer a prêmios de até R$ 2 mil prometidos pelo programa.

O caso não é único. Nas redes sociais, é comum encontrar supostas páginas de artistas e empresas que pedem que seguidores informem telefones para sorteios e promoções - os convites, sempre sedutores, encobertam golpes eletrônicos comuns (veja lista abaixo).

Veja mais: http://tvefamosos.uol.com.br/noticias/bbc/2015/09/23/golpe-envolvendo-programa-de-xuxa-expoe-centenas-de-celulares-no-facebook.htm

 

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

 

Escrito por João Bosco às 16h38
[ envie esta mensagem ] [ ]

22/09/2015


O PUNCTUATION DAY É COMEMORADO NOS EUA NO DIA 24 DE SETEMBRO

 

ATÉ UM CONCURSO SERÁ REALIZADO NESTE ANO!

 

 

 

 

Saiba mais sobre o National Punctuation Day: 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

 

 


Escrito por João Bosco às 17h38
[ envie esta mensagem ] [ ]

17/09/2015


NOVIDADE TECNOLÓGICA

 

CARREGADOR DE CELULAR PARA O CAMPO

 

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

Escrito por João Bosco às 09h08
[ envie esta mensagem ] [ ]

14/09/2015


A INFORMÁTICA ESTÁ SEMPRE EM EVOLUÇÃO

 

 

 

NODE.js

Uma brilhante solução encontrada pelo jovem Ryan Dahl

 

 

Node.js é uma plataforma construída sobre o motor JavaScript do Google Chrome para facilmente construir aplicações de rede rápidas e escaláveis. Node.js usa um modelo de I/O direcionada a evento não bloqueante que o torna leve e eficiente, ideal para aplicações em tempo real com troca intensa de dados através de dispositivos distribuídos.

 

Na JSConf 2009 Européia,  o jovem programador Ryan Dahl apresentou um projeto em que estava trabalhando. Este projeto era uma plataforma que combinava a máquina virtual JavaScript V8 da Google e um laço de eventos. O projeto apontava para uma direção diferente das outras plataformas em JavaScript que rodam no servidor: todos I/O primitivos são orientado a evento. Aproveitando o poder e a simplicidade do Javascript, isso tornou tarefas difíceis de escrever aplicações assíncronas em tarefas fáceis. Desde quando foi aplaudido de pé no final do seu discurso, o projeto de Dahl tem recebido uma popularidade e uma aprovação sem precedentes.

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

Escrito por João Bosco às 12h03
[ envie esta mensagem ] [ ]

11/09/2015


CRÔNICA DE HOJE

 

 

O extravagante João

João Bosco Miquelão

 

No imaginário popular o nome de uma pessoa tem influência em seu comportamento e, muitas vezes, até no seu futuro.

Há quem afirme que pessoas com nome de anjo são bagunceiras e não têm nada de angelical, como seriam os casos de Gabriel, Miguel e Rafael. 

Por outro lado, um Álvaro é sempre bem-sucedido; um Éric, mulherengo; uma Catarina seria sempre doce; e um Carlos, malcriado.

Quem acredita em numerologia afirma que o nome de uma pessoa é um conjunto de letras, tendo cada letra uma vibração e número específico. Para atrair energias positivas e sucesso na carreira, pessoas famosas, como artistas, costumam mudar a grafia do próprio nome quando se referem a si próprias.

Infelizmente não existe muita preocupação dos brasileiros quanto ao impacto que um nome esquisito possa ter numa criança, gerando insegurança e possibilidade de ela não se tornar um adulto bem-sucedido. 

Ainda bem que são poucos os cartórios de registro civil que não respeitam a determinação de não registrar nomes extravagantes, pois a legislação em vigor preconiza que os oficiais do registro civil não registrarão prenomes suscetíveis de expor ao ridículo os seus portadores.

Até o início da década de 1970 era comum encontrar uma Delfina Rodeio do Curral, ou Aricléia Café Chá e outros nomes ainda mais estranhos, como: Cafiaspirina Cruz, Esparadrapo Clemente de Sá ou, ainda, um clássico Um, Dois, Três de Oliveira Quatro.

Com a alteração da legislação em 1998, a regra da imutabilidade do prenome sofreu modificações, tornando-se possível a sua alteração em casos especiais.

Entretanto, tal mudança não pode ocorrer pela simples vontade do seu portador. Há que justificar tal alteração, a qual somente se efetuará por sentença judicial devidamente averbada no assento de nascimento.

Uma das figuras que povoam minha memória dos tempos de criança é a de um cidadão de Rio Casca que ostentava um nome estranho: João Planeta. Eu tinha medo do homem, mas gostava de observá-lo de longe.

Moreno, atarracado e de cara fechada, ele sempre usava terno de brim caqui.  

Diziam que João Planeta sabia ler a sorte e falava com as almas. De fato eu o vi várias vezes falando sozinho e gesticulando muito.

Seu João morava sozinho, e me surpreendi certo dia ao vê-lo acompanhado de duas mocinhas que ele apresentava como suas filhas.

Ao contrário do pai, eram bonitas e simpáticas. Fiquei surpreso ao saber os nomes daquelas adolescentes: Morte e Eterna. 

No princípio muitas pessoas procuravam confirmar com as próprias meninas a existência daqueles nomes tão estranhos.

Pouco tempo depois elas já eram populares e ganharam até apelidos: Mortinha e Terninha.

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

 

Escrito por João Bosco às 11h54
[ envie esta mensagem ] [ ]



Perfil

Histórico