Normalização de trabalhos acadêmicos


03/08/2015


AULA DE PORTUGUÊS DE HOJE

Maria Tereza de Queiroz Piacentini*

 

 

Do leitor Francisco Leoncio Cerqueira, de São Paulo, recebi o seguinte comentário:

 

Tenho visto com frequência em revistas, jornais e até livros uma pontuação que me parece inadequada e me soa mal. Veja os seguintes exemplos:

 

O gerente ficou mais bonzinho e o motor, mais malvado.

 

A aeronave foi isolada e os passageiros, impedidos de desembarcar.

 

Carro popular fica mais caro e de luxo, mais barato.

 

A esquerda europeia reconhece seus ancestrais e a direita, seus inimigos.

 

A saída para a crise é de longo prazo e a receita, ortodoxa.

 

A empreiteira implodiu o edifício e o ministério, seus opositores. [Pode-se entender que a empreiteira tinha dois opositores – o edifício e o ministério – e os implodiu.]

 

O jornalista desconhece a ortografia e o dicionário, a sintaxe e a pontuação. [Pode-se entender que o jornalista desconhece quatro coisas: ortografia, dicionário, sintaxe e pontuação.]

 

O Planalto fritou o ministro e o cozinheiro, frutos do mar. [sentido ambíguo]

 

O prisioneiro denunciou o amigo e o empresário, seus cúmplices. [idem]

 

O médico atendeu o paciente e a enfermeira, os feridos. [idem]

 

O que me parece é que os redatores têm receio de colocar a vírgula antes do e. [...] Outra explicação seria a de que a vírgula está substituindo o verbo, oculto por elipse. O que eu aprendi em mil novecentos e antigamente é que a vírgula pode ser usada para indicar a elipse do verbo. Mas neste caso ela não precisa ficar no lugar que seria o do verbo. Acho até mais razoável repetir o verbo, em vez de usar essa pontuação absurda. Na maioria dos casos, para corrigir essa pontuação, basta deslocar a vírgula. Em outros será necessário recorrer a ponto e vírgula ou ponto. Em raros outros, será melhor alterar a própria redação.

 

É isso aproximadamente que proponho no livro Só Vírgula. Ou seja: há opções de redação. Reitero que não há erro em nenhuma das frases apresentadas acima; no entanto, algumas (as últimas) ficariam melhores com outra pontuação, sem dúvida.

 

Considero ainda que em muitos casos basta a vírgula antes do e:

 

O carro popular fica mais caro, e o de luxo mais barato.

 

Os liberais ou radicais ficavam sentados à esquerda do orador, e os conservadores à direita.

Em 25 de fevereiro de 1975 o governo convocou a V Conferência de Saúde, e em março de 1977 a VI Conferência.

 

Quando aparece o verbo ser, pode-se pensar até em repeti-lo:

 

O Brasil reúne dois defeitos: o dinheiro é curto (30 mil reais por aluno até os 15 anos) e a distribuição dos valores é heterogênea.

 

Entretanto, há frases sem a conjunção e entre as duas orações. Aqui é preciso, então, usar o ponto e vírgula no lugar onde estaria o E, para separar com clareza as duas orações. Lamentavelmente não foi o que fez a revista Istoé ao transcrever declaração do ator Murilo Rosa: “A tevê confere visibilidade, o teatro, prestígio.” A transcrição correta e clara seria com um ponto e vírgula no meio da frase: “A tevê confere visibilidade; o teatro, prestígio”. 

 

Outro mau exemplo sem a conjunção e foi encontrado numa prece:

 

Torna-me refletido, mas não ranzinza, serviçal, mas não autoritário.

 

Melhor redação seria esta:

 

Torna-me refletido, mas não ranzinza; serviçal, mas não autoritário.

 

* Maria Tereza de Queiroz Piacentini  é Diretora do Instituto Euclides da Cunha e autora dos livros 'Só Vírgula', 'Só Palavras Compostas' e 'Língua Brasil – Crase, pronomes & curiosidades' - www.linguabrasil.com.br

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

 

Escrito por João Bosco às 11h22
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02/08/2015


ESTAMOS COMEMORANDO A 42.000.ª (QUADRAGÉSIMA SEGUNDA MILÉSIMA) VISITA A ESTE BLOG!

Escrito por João Bosco às 18h58
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31/07/2015


 

 

GRUPO NORMALIZADORES

 

Este espaço tem como principal objetivo discutir a aplicação das normas da ABNT e prestar orientação às pessoas interessadas.

 

O grupo Normalizadores, que mantém este blog, é composto de ex-alunos de um curso ministrado pela ABNT em junho de 2004 na cidade de São Paulo.

 

Também fazem parte deste grupo outras pessoas convidadas, cujas atividades se relacionam com trabalhos acadêmicos, como é o caso da Professora Kátia Martins, de Belém, PA, e a Bibliotecária Emilce Maria Diniz, de Belo Horizonte, MG.

 

Eventualmente este blog atua como uma oficina de palavras, espaço em que se estudam questões atuais e curiosidades da língua portuguesa. Aqui também se discutem aspectos relacionados à arte de traduzir e assuntos sobre segurança na internet.

 

Devido ao sucesso obtido com a publicação de um microconto (crônica) no dia 29 de janeiro de 2010, publicaremos eventualmente esse tipo de produção literária, tanto as nossas crônicas como as de autoria de colaboradores deste blog.

 

Para ler mensagens recentes, role a página.

 

Caso v. queira ver discussões antigas, procure-as nos links ao lado de acordo com os assuntos constantes do índice publicado no dia 1º de junho de 2012.

 

 

Moderador: João Bosco Miquelão (tradutor, revisor de textos acadêmicos e técnico em informática).

 

  

 

Contato: jbmiquelao@uol.com.br

Escrito por João Bosco às 10h06
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CRÔNICA DE HOJE

Vespas e marimbondos

João Bosco Miquelão

 

Quando criança sempre gostei de viver junto à Natureza. Passei parte de minha infância numa região de muito mato, em que não faltavam borboletas, joaninhas, aranhas de todos os tipos, abelhas e as perigosas vespas.

 

Sempre admirei os dois últimos bichinhos. O modo com que as abelhas e as vespas vivem socialmente e trabalham é de causar inveja à humanidade.

 

Por falar em vespas, o nome que damos popularmente a esses insetos é marimbondo, termo menos aceito na linguagem erudita e até no dia a dia dos portugueses (estes, via de regra, não são afeitos a africanismos – basta dizer que muitos lusitanos não sabem o significado de palavras quinbundas como moleque, fubá e caçula).

 

Deixando de lado as particularidades de nossa riquíssima língua, voltemos às vespas, aliás, aos marimbondos.

 

No quintal de minha casa e na vizinhança era comum a presença de marimbondos de várias formas, mas o mais temido era mesmo o marimbondo-cavalo, também conhecido como marimbondo-caçador. Segundo diziam, sua picada era muito dolorida e podia até levar à morte.

 

Hoje vejo que esse temor não era infundado. Ao contrário das abelhas, os marimbondos podem picar uma pessoa mais de uma vez com ferrão de até seis milímetros, e nem sempre esses insetos picam para subjugar a presa ou só em legítima defesa.

 

Em outubro de 2013 um ataque surpreendente de marimbondos matou 42 pessoas e feriu outras 1.600 na China. Não se sabe se esse mau humor dos insetos foi causado por alterações climáticas; noticiou-se que os bombeiros só conseguiram debelar o ataque usando produtos químicos e incendiando os ninhos dos marimbondos.

 

O medo de marimbondos ainda me acompanha.

 

Um episódio que cheguei a atribuir a um marimbondo ocorreu comigo em certa ocasião.

 

Trabalhando como lojista, estava atendendo uma cliente quando senti algo que havia entrado pelo colarinho de minha camisa. A “coisa” desceu da parte posterior do pescoço para as costas. Não senti ferroadas, somente muito ardor, como queimaduras.

 

Fiquei desesperado diante da possibilidade de estar sendo atacado por um marimbondo-cavalo. Antes de me ferroar, estaria o marimbondo querendo me queimar?

 

Dançando segundo uma coreografia maluca, contorci-me, rebolei, dei pulinhos e rodopiei, para espanto da cliente.

 

Do lado de fora da loja um menino de uns dez anos acompanhava a cena, talvez mais assustado do que eu, pois ele era o culpado daquela performance grotesca de seu pai e do resultado surpreendente de uma brincadeira que ele fizera: jogara um busca-pé no chão para me assustar, mas a pequena peça pirotécnica foi encaixar-se exatamente entre o colarinho da camisa e a parte posterior de meu pescoço.

 

Mesmo sentindo dores no pescoço queimado, confesso que fiquei aliviado: não era um marimbondo!

 

 

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

 

 


Escrito por João Bosco às 10h06
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30/07/2015


TRAJETÓRIAS DITOSAS DE ERROS DE TRADUÇÃO

 Eduardo Ferreira*

 

Não são raros, na longa história das traduções, os erros que fecundaram textos, produzindo resultados inesperadamente interessantes. Não se trata de erros banais, desses que pululam aos montes em qualquer tradução, literária ou não. Trata-se de erros que revelam desejos ocultos do tradutor, que mudam rumos dos textos e que produzem reflexões às vezes surpreendentemente criativas. Tudo com base num erro. Mal que vem para bem.  


Nenhum tradutor escapa às relações inextricáveis — por vezes inconfessáveis ou simplesmente inefáveis — que o unem ao texto traduzido. Há aí uma relação emocional de difícil análise. Como maternidade não reconhecida. Relação entre árvore e seu fruto. Elos sentimentais que não se vergam diante de qualquer argumento racional.


Às vezes uma alternativa de tradução é tão boa que não se pode deixar de considerá-la. Não se pode deixar de registrá-la. Não se pode deixá-la morrer. Sobrevive, se eterniza, mesmo como erro. Ou, noutros casos, o desejo do tradutor, de tão forte, aflora despercebido no texto. Deseja, sim, mas não se percebe como instrumento do desejo, ou como meio da realização de uma idéia. Algo que o escolheu como canal para plasmar-se no texto.


Um dos casos mais famosos de erros de tradução consta de um texto de Freud: Leonardo da Vinci e uma lembrança de sua infância. Freud traduz a palavra italiana “nibio” (milhafre, espécie de falcão) pela alemã “Geier” (abutre). Duas aves de rapina bem diferentes entre si. Não apenas carregam conhecidas conotações distintas, mas têm “desenhos” distintos. O desenho é importante no texto, pois se identifica no painel “A Virgem e o Menino com Santa Ana”, na roupa de Maria, a figura de um abutre, não de um falcão. É também importante porque, com base em hieróglifos egípcios, faz-se relação entre mãe e abutre. Nos hieróglifos egípcios — nos quais idéias eram expressas por meio de objetos desenhados — a mãe era representada como abutre. Sem o abutre, o texto perderia parte de seu encanto.


* Eduardo Ferreira é tradutor, diplomata e jornalista. Vive em Bruxelas (Bélgica). Fonte: http://rascunho.gazetadopovo.com.br/trajetorias-ditosas-de-erros-de-traducao/.

 

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Escrito por João Bosco às 09h07
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23/07/2015


NOVA CRÔNICA

A Plínica trunciflora do Havaí

João Bosco Miquelão

 

 

As ilhas havaianas estão entre os lugares mais bonitos do planeta – ela já sabia disso – mas a chegada sobre aquele mar azul de vários matizes, as praias alvas e aquela gente de cara alegre que caminhava em todas as direções no aeroporto não a faziam lembrar que se encontrava em território estadunidense.

 

O voo entre Los Angeles e Honololu foi perfeito e durou exatas cinco horas, com céu de brigadeiro e serviço de bordo impecável.

 

Como todo turista que recebe recomendações, seu primeiro passeio foi visitar a praia de Waikiki, a mais famosa de Honololu e da própria Ilha Oahu.

 

Ela ficou dois dias na Capital do 50º estado norte-americano, ganhou um típico colar de flores, conheceu as principais atrações locais, provou a gastronomia havaiana e conversou com os nativos.

 

Visitou a casa onde nasceu Barack Obama e locais onde foram filmados a série Havaí 5-0 e um dos Jurassic Park.

 

Já era hora de conhecer outros lugares do arquipélago, e no terceiro dia de viagem ela rumou a Maui.

 

Naquela ilha ela permaneceu dois dias e conheceu as atrações da ilha.

 

Em seguida foi visitar Kauai, deixando para os dois últimos dias a atração principal: a Big Island, a ilha em que se localizam os famosos e temíveis vulcões do arquipélago.

 

Big island, ou Parque dos Vulcões, outro nome como é conhecida essa ilha, é também um lugar lindo.

 

Kona, a cidade principal, é pequena e aconchegante. Uma de suas atrações é o palácio real havaiano e um sítio arqueológico à beira-mar onde às vezes é também possível admirar as tartarugas gigantes que frequentam o lugar.

 

À noite, já no hotel, conversando com o simpático gerente que foi bater papo com o grupo de turistas e conhecer suas impressões sobre aquela bela região, ela contou que ficaram impressionados com os montes nevados, a beleza dos vulcões, as lindas praias com ondas enormes e a simpatia do povo havaiano.

 

E o gerente sorridente gerente anunciou:

 

- Amanhã, antes de vocês partirem, vou mostrar-lhes uma planta rara e diferente que só é encontrada aqui no Havaí. Ela produz uma fruta saborosa, e vocês terão a oportunidade de saboreá-la. Temos uma árvore dela nos fundos do hotel.

 

No dia seguinte, cedo, com as malas já prontas na recepção do hotel, como cumprindo um ritual, em fila indiana o grupo acompanhou o gerente em direção ao que se poderia chamar de quintal.

 

A árvore era mesmo linda e estava carregada de frutos maduros. Eram pretinhos e pareciam deliciosos.

 

Com um largo sorriso o gerente aponta para a árvore e diz num inglês impecável:

 

- Apresento-lhes esta espécie rara – uma Plinia trunciflora!

 

Ao que nossa turista, única brasileira da turma, retruca em bom português:

 

- Jabuticabas!

 

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Escrito por João Bosco às 12h07
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18/07/2015


O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA

18 DE JULHO DE 1918 – NASCE NELSON MANDELA

 

O dia é comemorado anualmente com atividades em várias cidades do mundo, e visa a motivar indivíduos e organizações para dedicarem ações sociais a fim de combater a violência, a pobreza e o preconceito racial.

 

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Escrito por João Bosco às 13h13
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25/06/2015


DÚVIDA SOBRE REFERÊNCIA NUM TRABALHO ACADÊMICO

 

Como apresentar na lista Referências um atlas cujas escalas de mapas variam?

 

Resposta:


Segundo a NBR 6023:2002, os elementos essenciais de um documento cartográfico são os seguintes: autor(es), título, local, editora, data de publicação, designação específica e escala. No caso de um atlas, se ele for constituído por mapas de diversas escalas, deve-se constar como último elemento esta observação: “Escalas variam”.

 

Envie seu comentário ou dúvida ao endereço: jbmiquelao@uol.com.br.

 

 

Escrito por João Bosco às 13h19
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09/06/2015


CURSO NA ABNT

 

 

Tema:  Informação e Documentação

Descrição:      Trabalhos acadêmicos

Público Alvo: Estudantes e profissionais interessados em Normalização de Trabalhos Acadêmicos.

Objetivo : Auxiliar alunos e professores de graduação, pós-graduação e pesquisadores em geral na elaboração e apresentação trabalhos acadêmicos.

Conteúdo :    

- O curso terá como base as normas técnicas:

- ABNT NBR 6023:2002 - Referências – Elaboração;

- ABNT NBR 6024:2012 - Numeração progressiva das seções de um documento escrito – Apresentação;

- ABNT NBR 6027:2012 - Sumário – Apresentação;

- ABNT NBR 6028:2003 - Resumo – Apresentação;

- ABNT NBR 6034:2004 - Índice – Apresentação;

- ABNT NBR 10520:2002 - Citações em documentos – Apresentação;

- ABNT NBR 14724:2011 - Trabalhos acadêmicos – Apresentação;

- ABNT NBR 12225:2004 - Lombada – Apresentação;

- ABNT NBR 15287:2011 -  Projeto de pesquisa – Apresentação;

- Exercícios.

Duração: 16 h, em 2 dias, das 8 h 30 min às 17 h 30 min

Material Fornecido:  Normas -

- ABNT NBR 6023;

- ABNT NBR 6024;

- ABNT NBR 6027;

- ABNT NBR 6028;

- ABNT NBR 6034;

- ABNT NBR 10520;

- ABNT NBR 12225;

- ABNT NBR 14724;

- ABNT NBR 15287;

- Apostila com conceitos.

Incluso: Certificado de participação / Coffee-break

Turma: 2005 29/06/2015 - 30/06/2015

Av. Paulista, 726 - 10º andar - Bela Vista - SAO PAULO/SP


Informações sobre Cursos: Capacitação (11) 2344-1722 cursos@abnt.org.br

Informações técnicas sobre normas: CIT (11) 3017-3645 / 3017-3646 cit@abnt.org.br

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

 

 

 

Escrito por João Bosco às 17h56
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06/06/2015


REVISÃO DE MONOGRAFIAS DE GRADUAÇÃO, DISSERTAÇÕES DE MESTRADO, TESES DE DOUTORADO, LIVROS E ARTIGOS.

 

Linguagem e normas da ABNT.

 

Assessoria na elaboração de abstracts. Equipe experiente.

 

Orçamento sem compromisso.

 

NOTA: NÃO ELABORAMOS MONOGRAFIAS POR ENCOMENDA SOB A FORMA DE GHOST WRITER(NEM SEQUER ACEITAMOS DISCUTIR TAL ASSUNTO).

 

 

Cel. (31) 9791-6139.   

 

E-mailjbmiquelao@uol.com.br

 

 

 

 

Escrito por João Bosco às 10h04
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01/06/2015


AULA DE PORTUGUÊS DE HOJE

Maria Tereza Q. Piacentini*

--- Qual é o certo: medidas a serem/ser tomadas? S. B., Porto Alegre/RS

 

--- Qual o correto, já que a flexão do infinitivo tem uma regência especial: para ser contadas ou serem contadas. E os outros casos que envolvem preposição e infinitivo. Adriana Mellos, Santa Cruz do Sul /RS

 

--- Quero saber por que o verbo ser não acompanha o plural do restante da frase: ...casos desse tipo levam até vinte anos para ser decididos. Leonardo Santos Moreira, Rio de Janeiro/RJ

 

--- O uso do verbo ser como auxiliar. Exemplo: Eles estão para ser/serem exilados. Douglas N. Rothen, Curitiba/PR

 

O uso do infinitivo flexionado é chamado de “idiotismo” por ser, entre as línguas neolatinas, peculiar e exclusivo do português. Se, por um lado, a flexão [-es, -mos, -em] serve para esclarecer a pessoa do sujeito sem ser necessário mencionar explicitamente os pronomes tu, nós, eles (por exemplo, pode-se dizer “convém irmos juntos” em vez de “convém nós irmos juntos”), tornando a redação mais bonita e interessante, por outro lado deixa os falantes em dúvida sobre o que é melhor ou correto.

 

Selecionei então algumas das muitas cartas em que leitores do Língua Brasil manifestam suas incertezas sobre o emprego da flexão do infinitivo na voz passiva. A flexão simples foi tratada na coluna Não Tropece na Língua 49, ocasião em que mostrei as duas possibilidades de uso, concluindo que só existe uma obrigatoriedade de flexão: quando o sujeito [substantivo ou pronome] do infinitivo se encontra claramente ao lado do verbo, depois da preposição, isto é, na seguinte ordem: PREPOSIÇÃO - SUJEITO - INFINITIVO. Relembrando:

 

Falou para as crianças saírem da sala.

 

Discutiram uma forma de todos se protegerem.

 

Para os problemas serem resolvidos, precisamos de mais ação.

 

Dê um jeito de seus filhos estudarem juntos, falou.

 

Ser autônomo é mais incômodo, a ponto de muitos de nós termos medo de ser livres.

 

A dúvida da maioria dos consulentes ocorre quando a frase apresenta uma ordem diferente: SUJEITO - PREPOSIÇÃO - INFINITIVO. Já neste caso é facultativa a flexão, embora haja algumas recomendações e preferências, sobretudo em razão da eufonia, do que soa ou fica melhor no contexto. Mas quero reiterar que existem alternativas: não se discute se é certo ou errado. Por exemplo, não se pode afirmar que há erro em “É preciso pensarmos no que fizemos ou deixamos de fazer para melhorarmos a vida do nosso irmão” [frase de um senador em 1999]. Todavia, o enunciado fica muito melhor assim: É preciso pensar ou Precisamos pensar no que fizemos ou deixamos de fazer para melhorar a vida do nosso irmão.

 

Bem, a novidade de hoje e da próxima semana em relação à coluna NTL 49 é que vamos falar da flexão do infinitivo na voz passiva, o que implica a presença do verbo ser no infinitivo + um particípio. O esquema é este: SUJEITO - PREPOSIÇÃO - SER - PARTICÍPIO.

 

Primeiro caso

 

A flexão do infinitivo passivo é preferível e preferida quando o substantivo ou o pronome que é sujeito do infinitivo vier logo na frente da preposição:

 

Relacione as medidas a serem tomadas, por favor.

 

O editor guardou mil histórias para serem contadas.

 

As casas a serem visitadas foram apontadas pelo delegado.

 

Condenamos os escritores a não serem lidos.

 

É importante zelar pela qualidade das obras a serem publicadas.

 

Definidas as propostas e a metodologia a serem utilizadas, a equipe de Paulo Freire iniciou o trabalho.

 

Encaminho-lhe os seguintes documentos para serem analisados.

 

Levar o cão ao veterinário e cuidar da sua alimentação são apenas alguns dos itens a serem observados.

 

*Maria Tereza de Queiroz Piacentini é Diretora do Instituto Euclides da Cunha e autora dos livros 'Só Vírgula', 'Só Palavras Compostas' e 'Língua Brasil – Crase, pronomes & curiosidades' - www.linguabrasil.com.br.

 

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

 

 

Escrito por João Bosco às 17h39
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31/05/2015


FIGURAS E TABELAS DE UM TRABALHO ACADÊMICO

 

Segundo Carla Cruz e Uirá Ribeiro na obra Metodologia científica – teoria e prática (São Paulo: Axcel, 2004), as figuras e tabelas constituem unidades autônomas e explicam ou complementam visualmente a pesquisa. Devem ser inseridas no texto (centralizadas na página), o mais perto possível do trecho a que se referem. Quando muito numerosas as tabelas e as figuras devem vir em anexo, para não sobrecarregarem o documento.

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br.

 

 

 

 

Escrito por João Bosco às 09h26
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30/05/2015


VOCÊ AINDA NÃO TEM UMA IMPRESSORA 3D?

 

Se ainda não a tem, não se preocupe. Você pode encomendar online a impressão de seu modelo/trabalho.


Caso você tenha uma impressora 3D e estiver usando-a pouco, eis uma boa notícia: você pode ganhar um dinheiro extra com sua impressora fazendo impressões para terceiros.



Em ambos os casos é só localizar um Local 3D printer: https://www.3dhubs.com/

 

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

Escrito por João Bosco às 10h19
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24/05/2015


24 DE MAIO

 

O DIA DE HOJE NA HISTÓRIA

 

Dia 24 de maio de 1543. Morre Nicolau Copérnico, matemático e astrônomo, pai da astronomia moderna.


 

 

Copérnico nasceu em 19 de fevereiro de 1473 na cidade de Torun, na Polônia.


Antes de Copérnico os astrônomos europeus acreditavam que a Terra se localizava no centro do Universo, teoria que também era defendida pela maioria dos filósofos e pela Bíblia.


Copérnico demonstrou que a Terra dava voltas em torno do seu eixo e que mudanças periódicas desse eixo acarretavam as mudanças de estações, teoria chamada de heliocentrismo.


Ele morreu a tempo de ficar a salvo da ira de líderes religiosos, pois estes condenavam sua visão heliocêntrica do Universo como herética. 

 

Contato com este blog: jbmiquelao@uol.com.br

 

 

Escrito por João Bosco às 12h58
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12/05/2015


FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA DE UMA PESQUSA

Segundo Uirá Ribeiro, os dados obtidos na bibliografia consultada e os demais dados obtidos em outras fontes de pesquisa, como entrevistas e questionários, serão a base para a reflexão e para a discussão do problema estudado. A partir desses dados será construída a fundamenação teórica da pesquisa.

 

Contato com este blog:  jbmiquelao@iuol.com.br

 

Escrito por João Bosco às 19h09
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