Normalização de trabalhos acadêmicos


23/12/2011


Desejamos BOAS FESTAS a todos.

 

Estaremos em recesso nos próximos dias.

Até 2012!

Contato: joao_rev@yahoo.com.br.

Escrito por João Bosco às 12h26
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SOBRE O PINGUIM QUE APARECE NESTA PÁGINA

O pinguim [hum...que saudade do trema!] que aparece acima não é uma ave comum. Trata-se de Tux, que virou mascote e logotipo do Linux, o sistema operacional “aberto” mais famoso do mundo. O criador de Tux foi Larry Ewing, vencedor de um concurso para escolher a imagem ideal de um pinguim que representasse bem o Linux (gordinho, feliz, com cara de quem comeu muitos peixes!).

 

Escrito por João Bosco às 12h24
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Este blog tem por finalidade discutir assuntos pertinentes à Metodologia Científica.

 

Trata-se de uma iniciativa sem finalidades lucrativas, que busca o aprimoramento de trabalhos acadêmicos e publicações científicas com foco na aplicação das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). 

 

blog foi organizado em junho de 2004 por uma turma que participou de um curso de especialização na ABNT-SP. Esse grupo é composto atualmente de 14 pessoas, a maioria professores universitários, sendo 11 alunos do mencionado curso, a professora da ABNT (Rosa Corrêa) e dois participantes convidados 

 

Eventualmente atua como uma oficina de palavras, espaço em que se estudam questões atuais e curiosidades da língua portuguesa. Aqui também se discutem aspectos relacionados à arte de traduzir e assuntos sobre segurança na internet. Ocasionalmente o blog também publica textos de interesse geral enviados por seus leitores.

 

Devido ao sucesso obtido com a publicação de um microconto no dia 29 de janeiro de 2010, publicaremos eventualmente esse tipo de produção literária, tanto os nossos microcontos como os de autoria de nossos colaboradores.  

 

Para ler mensagens recentes, role a página.

 

Caso v. queira ver discussões antigas, procure-as nos links ao lado de acordo com os assuntos constantes do índice publicado no dia 25 de setembro de 2010.  

Moderador: João Bosco Miquelão.

Contato: joao_rev@yahoo.com.br

Escrito por João Bosco às 12h23
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22/12/2011


NOTÍCIA PARA QUEM GOSTA DE ESCREVER BEM

 

O que seria do Português e de sua evolução sem o hífen – o sinal gráfico que une os elementos de um composto?

 

A língua portuguesa, sendo do Lácio a última e bela flor, esconde tons e matizes que nossa incultura não distingue. É preciso que algum especialista ilumine seus ramos e pétalas.


Não é demais lembrar que a segunda edição do livro Só Palavras Compostas, manual de consulta e autoaprendizagem, ainda não se encontra esgotada.

Seu sucesso está sendo maior do que o da primeira edição, uma vez que o manual veio atualizado conforme o Acordo Ortográfico, contendo apêndice com tabela-resumo das regras ortográficas que entraram em vigor em 2009.

 

Ficha:

Autor: Maria Tereza de Queiroz Piacentini.

Editora: Visual Books, Florianópolis/SC.

Edição: 2ª Edição - 2010, 160 páginas.

 

 

 

Escrito por João Bosco às 16h56
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21/12/2011


Palavras do dia

 

Homenagem ao poeta-cientista inglês A. H. Reginald Buller, cuja morte ocorreu há 67 anos

 

Relativity

 

There was a young lady named Bright

Whose speed was far faster than light;

She set out one day

In a relative way

And returned home the previous night.

 

A. H. Reginald Buller

 

Contato: joao_rev@yahoo.com.br.

Escrito por João Bosco às 11h05
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18/12/2011


In Memory of Christopher Hitchens

Sam Harris*

The moment it was announced that Christopher Hitchens was sick with cancer, eulogies began spilling into print and from the podium. No one wanted to deny the possibility that he would recover, of course, but neither could we let the admiration we felt for him go unexpressed. It is a cliché to say that he was one of a kind and none can fill his shoes—but Hitch was and none can. In his case not even the most effusive tributes ring hollow. There was simply no one like him.

One of the joys of living in a world filled with stupidity and hypocrisy was to see Hitch respond. That pleasure is now denied us. The problems that drew his attention remain—and so does the record of his brilliance, courage, erudition, and good humor in the face of outrage. But his absence will leave an enormous void in the years to come. Hitch lived an extraordinarily large life. (Read his memoir, Hitch-22, and marvel.) It was too short, to be sure—and one can only imagine what another two decades might have brought out of him—but Hitch produced more fine work, read more books, met more interesting people, and won more arguments than most of us could in several centuries.

I first met Hitch at a dinner at the end of April 2007, just before the release of his remarkable book god is not Great. After a long evening, my wife and I left him standing on the sidewalk in front of his hotel. His book tour was just beginning, and he was scheduled to debate on a panel the next morning. It was well after midnight, but it was evident from his demeanor that his clock had a few hours left to run. I had heard the stories about his ability to burn the candle at both ends, but staggering there alongside him in the glare of a street lamp, I made a mental note of what struck me as a fact of nature—tomorrow’s panel would be a disaster.

I rolled out of bed the following morning, feeling quite wrecked, to see Hitch holding forth on C-SPAN’s Book TV, dressed in the same suit he had been wearing the night before. Needless to say, he was effortlessly lucid and witty—and taking no prisoners. There should be a name for the peculiar cocktail of emotion I then enjoyed: one part astonishment, one part relief, two parts envy; stir. It would not be the last time I drank it in his honor.

Since that first dinner, I have felt immensely lucky to count Hitch as a friend and colleague—and very unlucky indeed not to have met him sooner. Before he became ill, I had expected to have many more years in which to take his company for granted. But our last meeting was in February of this year, in Los Angeles, where we shared the stage with two rabbis. His illness was grave enough at that point to make the subject of our debate—Is there an afterlife?—seem a touch morbid. It also made traveling difficult for him. I was amazed that he had made the trip at all.

The evening before the event, we met for dinner, and I was aware that it might be our last meal together. I was also startled to realize that it was our first meal alone. I remember thinking what a shame it was—for me—that our lives had not better coincided. I had much to learn from him.

I have been privileged to witness the gratitude that so many people feel for Hitch’s life and work—for, wherever I speak, I meet his fans. On my last book tour, those who attended my lectures could not contain their delight at the mere mention of his name—and many of them came up to get their books signed primarily to request that I pass along their best wishes to him.  It was wonderful to see how much Hitch was loved and admired—and to be able to share this with him before the end.

I will miss you, brother.

*Sam Harris is the author of the New York Times bestsellers, The End of Faith, Letter to a Christian Nation, and The Moral Landscape. The End of Faith won the 2005 PEN Award for Nonfiction.

His writing has been published in over fifteen languages. He and his work have been discussed in Newsweek, TIME, The New York Times, Scientific American, Nature, Rolling Stone, and many other journals and has appeared in Newsweek, The New York Times, The Los Angeles Times, The Economist, The Times (London), The Boston Globe, The Atlantic, The Annals of Neurology, and elsewhere.

Harris is a Co-Founder and CEO of Project Reason, a nonprofit foundation devoted to spreading scientific knowledge and secular values in society. He received a degree in philosophy from Stanford University and a Ph.D. in neuroscience from UCLA.

Contato: joao_rev@yahoo.com.br.

Escrito por João Bosco às 16h25
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16/12/2011


NOTA DE FALECIMENTO

Faleceu um dos maiores críticos e escritores do mundo, Christopher Hitchens, britânico, 62 anos, de câncer de esôfago.

  

Colunista de várias revistas pelo mundo afora – inclusive de uma publicação brasileira – Hitchens, ateísta militante, foi autor de livros famosos, como The portable atheist, e God is not great – How religion poisons everything e vários artigos polêmicos.  

Contato: joao_rev@yahoo.com.br.

Escrito por João Bosco às 13h02
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ERRO DE TRADUÇÃO

Numa cena do filme "Do que as mulheres gostam” uma legenda estranha aparece quando o personagem Nick Marshall (Mel Gibson) assiste a um jogo de basquete pela TV.

Um dos jogadores se prepara para arremessar a bola e Nick torce para o jogador errar o lance: “Miss, miss, miss...”

O autor da legenda colocou esta "pérola": “Moça, moça, moça...”.

Contato: joao_rev@yahoo.com.br.

 

Escrito por João Bosco às 09h19
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15/12/2011


INTRODUÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS

 

Pergunta de um leitor:

 

Por que alguns autores sugerem redigir a introdução após a redação do desenvolvimento e da conclusão?

 

Resposta:

 

Embora pareça uma recomendação paradoxal, na introdução demonstram-se os pontos em que se encontram as questões que estão sendo propostas. Procedendo assim, ficará mais fácil para o autor apresentar a problemática abordada e familiarizar o leitor com os limites e objetivos do trabalho.

 

Contato: joao_rev@yahoo.com.br.

Escrito por João Bosco às 08h56
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12/12/2011


DICA DE UM SITE INTERESSANTE

 

“Sem Saco”. Este é o nome de um site muito interessante, o qual, segundo seu próprio criador, Beto Boullosa, com mais de duas décadas de experiência como engenheiro de software, o “Sem Saco” “é para ser visitado naqueles momentos em que estamos sem saco de fazer nada, quando queremos fazer uma momentânea pausa do dia a dia conectado ‘sério’ e curtir algo leve e sem compromisso, dar umas boas risadas, deixar-nos seduzir ou impressionar com vídeos que estão ‘bombando’ na rede, ou descobrir a verdade por trás de certas correntes e lendas urbanas que nos chegam por e-mail”.

 

O competente técnico e professor universitário, que ostenta um invejável currículo (Mestre em Engenharia de Sistemas e Computação [2002], Mestre em Ciência Cognitiva e Linguagem [2006], coordena o Grupo de Desenvolvimento Avançado da Fundação Barcelona Media, onde trabalha em temas como Social Media, Linguística Computacional, interfaces avançadas de usuário e aplicações para dispositivos móveis)  não esconde seu lado de bon vivant, gozador e excelente apresentador de casos curiosos.

 

Na foto abaixo Beto Boullosa aparece vestido com macacão de piloto de Fórmula 1:

 

 

 

Link do “Sem Saco”: http://www.semsaco.com/

Escrito por João Bosco às 12h55
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09/12/2011


 

CITAÇÕES COM MAIS DE TRÊS LINHAS

M. S., de Cruzeiro, SP, pergunta: As citações com mais de três linhas  podem ser grafadas em itálico?

 

Esta dúvida foi esclarecida aqui várias vezes. Transcrevo uma das respostas, um primor de esclarecimento de nossa colega Rosângela Werlang*, de Carazinho (RS):

 

“Penso que não há porque inventar. A norma está clara. Já se está destacando com o recuo de 4 cm. Por que destacar mais ainda com itálico??? Além disso, concordo que, com letra menor o itálico fica ruim de ler” (12 nov. 2006 - link: http://normalizadores.zip.net/arch2006-11-12_2006-11-18.htm).

 

 *Rosangela é professora na ULBRA (Universidade Luterana do Brasil), em Carazinho.

 

Contato: joao_rev@yahoo.com.br

Escrito por João Bosco às 13h03
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08/12/2011


 

AULA DE PORTUGUÊS DE HOJE

 

O MESMO

 Maria Tereza de Queiroz Piacentini*

 

Embora possa ser relativamente comum em outros idiomas, no português do Brasil o uso de “o mesmo” no lugar de nomes e pronomes é considerado indevido e até inconveniente.  A palavra mesmo pertence a diversas categorias gramaticais e seu emprego é absolutamente correto nas seguintes situações:

 

A. Como adjetivo/pronome (portanto variável), com o sentido de “exato, idêntico, tal qual, próprio, em pessoa”:

 

1. Foi pelo mesmo caminho.

 

2. Sou sempre a mesma pessoa.

 

3. Eles mesmos redigiram o discurso.

 

B. Como advérbio (portanto invariável), com o significado de “justamente, até, ainda, realmente”:

 

4. É lá mesmo que vendem o produto.

 

5. Estes remédios são mesmo eficazes.

 

6. Há mesmo necessidade disso?

 

C. Como conjunção concessiva, equivalente a “embora, apesar de”:

 

7. Mesmo diante de tais alegações em sede de reconvenção e contestação, o apelado quedou-se silente, reforçando ainda mais a veracidade delas.

 

8. Sendo assim, mesmo inexistente a cláusula resolutória, com o inadimplemento do outro contratante a parte lesada pode requerer a resolução do acordo.

 

D. Como substantivo (expressão invariável, no masculino), significando “a mesma coisa”:

 

9. Fato alegado e não provado é o mesmo que fato inexistente.

 

10. Houve incidência de juros legais a partir da citação e correção monetária a contar do ajuizamento do pedido, o mesmo acontecendo em relação às despesas processuais e custas derradeiras.

 

O problema está em usar “o mesmo” no lugar dos pronomes pessoais, sejam do caso reto (ele/ela) ou do caso oblíquo (o/a, lhe). Isso indica pobreza de linguagem ou falta de familiaridade com os pronomes pessoais. Algumas vezes – imagino – a pessoa tem insegurança no trato com os pronomes, mas ao mesmo tempo quer evitar a repetição de um determinado substantivo, então coloca o mesmo (ou a mesma, se feminino) no seu lugar.

 

Observe que nos exemplos 1 e 2, acima, mesmo acompanha um substantivo – não o substitui. No exemplo 3 acompanha um pronome. Em 4, acompanha um advérbio. Em 5 e 6, um adjetivo. Em nenhum bom exemplo a palavra mesmo toma a vez do substantivo.

 

É mais uma questão de estilo do que de gramaticalidade. Digamos então que fica ruim, ou não convém, escrever da forma abaixo:

 

Deixou de constar a declaração do condutor do veículo pelo fato de o mesmo estar hospitalizado sem condições de prestá-la.

 

Registra o parecer técnico que Valente abandonou a esposa e filhos por diversas vezes, sendo que a mesma mudou-se de Estado.

 

Ontem vi meu ex-chefe e convidei o mesmo para um cafezinho.

 

Já que o secretário executivo esteve nos visitando, entregamos ao mesmo a documentação.

 

Busque as fichas no almoxarifado e verifique se as mesmas estão carimbadas.

 

Desejando rever o conteúdo jurídico do projeto, solicito seja o mesmo retirado de pauta.

 

Em melhor português você diria assim:

 

Deixou de constar a declaração do condutor do veículo pelo fato de ele estar hospitalizado sem condições de prestá-la.

 

Registra o parecer técnico que Valente abandonou a esposa e filhos por diversas vezes, sendo que ela mudou-se de Estado.

 

Ontem vi meu ex-chefe e o convidei para um cafezinho.

 

Já que o secretário executivo esteve nos visitando, entregamos a ele [ou entregamos-lhe] a documentação.

 

Busque as fichas no almoxarifado e verifique se [elas] estão carimbadas.

 

Desejando rever o projeto, solicitou seja [ele] retirado de pauta.

 

*Maria Tereza de Queiroz Piacentini www.linguabrasil.com.br é  Diretora do Instituto Euclides da Cunha e autora dos livros 'Só Vírgula', 'Só Palavras Compostas' e 'Língua Brasil – Crase, pronomes & curiosidades' - 

 

Contato: joao_rev@yahoo.com.br

Escrito por João Bosco às 10h42
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07/12/2011


AD REI PEPETUAM MEMORIA

(Para eterna lembrança do fato)

 

No dia 2 de fevereiro de 2007 publicamos neste blog uma notícia escabrosa: um digno deputado federal teria pago para sua filha ser aprovada no vestibular de uma universidade – talvez até com o dinheiro público – e o STF o inocentou com alegações meramente formais como “tal conduta não se enquadraria nos tipos penais em vigor, em face do princípio da reserva legal e da proibição de aplicação da analogia in malam partem”.

Veja a nota completa neste link: http://normalizadores.zip.net/arch2007-01-28_2007-02-03.html

Contato: joao_rev@yahoo.com.br

Escrito por João Bosco às 09h11
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06/12/2011


 

AOS NOVOS VISITANTES  
Leiam os posts anteriores deste blog.
Aqui já foram publicados vários assuntos de interesse geral.

Contato: joao_rev@yahoo.com.br

Escrito por João Bosco às 14h42
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04/12/2011


 

ESTAMOS ASSINALANDO A 24.000ª (VIGÉSIMA QUARTA MILÉSIMA) VISITA A ESTE BLOG!

Escrito por João Bosco às 09h29
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